Combates
BVR no Golfo Pérsico
Foi na década
de 80, após quatro décadas de promessas, que os combates
além do alcance visual começaram a amadurecer com mísseis
melhores, novas tecnologias e novos caças como o F-14, F-15 e F-16.
A história dos mísseis ar-ar sempre se misturou com as plataformas
lançadoras e outras tecnologias.
Após a Segunda Guerra Mundial a USAF basearia sua estratégia
em bombardeiros nucleares escoltados por interceptadores de longo alcance
armados com mísseis de longo alcance. Durante o conflito da Coréia,
65% das missões eram de apoio aéreo aproximado e interdição
e 20% eram missões de caça. Os encontros com os Mig-15 levou
os pilotos a reclamarem por um caça leve, simples e de alto desempenho
para confrontar futuras ameaças russas. Conseguiram foi o F-104
Starfightrer que enfatizava razão de subida e velocidade máxima
o que era bom para um interceptador, mas ruim para um caça de superioridade
aérea.
Toda a série
"Century" foi formada por aeronaves especializadas como os interceptadores
F-101 Voodoo, F-102 Dagger, F-104 Starfighter e F-106 Delta Dagger ou
aeronaves de ataque nuclear como o F-105 Thunderchief e F-111 Aardvark.
Apenas o F-100 tinha alguma capacidade multifuncional.
O projeto
"Forecast 63" foi usado para identificar
requerimentos de armas do futuro. Desse projeto surgiu a aeronave de transporte
C-5 e o bombardeiro B-1. Também previu os requerimentos para os
F-4 e F-111 armados com mísseis. Os bombardeiros estratégicos
poderiam voar mais alto e rápido que o inimigo para conseguir superioridade
área no território inimigo. Os combates aéreos seriam
a longa distância com mísseis sendo que o radar e mísseis
fariam o combate aproximado ficar absoleto.
A oportunidade da USAF usar suas novas armas foi no Vietnã.
O cenário era bem diferentes do fim da década de 50 e inicio
da década de 60 quando os jogos de guerra tinham o inimigo se aproximando
de um lado (Pólo Norte por exemplo) e os amigos de outro. O combate
era simplesmente atirar em quem estava do outro lado e fugir. No Vietnã
estavam todos no mesmo espaço aéreo e os métodos de
identificação amigo-inimigo (IFF) não funcionavam bem.
Os pilotos até desligavam o IFF para não serem detectados.
O F-4 usado no Vietnã era um sistema de armas e não um caça.
Deveria destruir os migs a longa distância e não funcionou
assim devido a vários motivos.
No Vietnã
os migs simplesmente voavam baixo e subiam para pegar os caças-bombardeiros
por trás. Se os caças entrassem em em um combate em curva
estariam no alcance mínimo dos mísseis ou puxando muitos
g's para disparar. A necessidade de um caça para combate aproximado
e sensores para detecta-los voando baixo mostrou ser necessário.
O conflito mostrou que os eletrônicos e mísseis eram pouco
confiáveis e com baixa disponibilidade. Este tipo de cenário
já era até esperado, mas foi priorizado um caça multifuncional
como o TFX (que resultou no F-111). O TFX combateria desde migs até
mísseis SAM, levaria napalm para apoio aéreo aproximado e
faria ataque nuclear a longa distância. Este conceito era chamado
de "communality".
O estudo "Force Option for Tactical Air" de 1964 concluiu que o F-111
(TFX) era muito caro para cenários como o Vietnã. A USAF
propôs uma força mista com o conceito de "hi e low". O "low"
seria usar o F-5 para combate ar-ar e o A-7 para ataque ao solo como aeronave
de uso comum com a US Navy. Em 1965 também passaram a estudar o projeto
de um caça de médio custo para superioridade aérea pura
chamado FX (Fighter eXperimental). Os requerimentos eram bem vagos mas
incluía boa relação peso:potência e velocidade
máxima de Mach 2.5. A aeronave teria função de superioridade
aérea e engajaria também caças leves e ágeis
e não só bombardeiros, mas gerou requerimentos de uma aeronave
de 60 mil libras de peso máximo de decolagem como o já criticado
F-111.
A USAF comprou
11 esquadrões de A-7 Corsair II para realizar missões de
apoio aéreo aproximado para conseguir fundos para o FX cumprir as
missões ar-ar depois de respeitar a o princípio de "commonality".
A administração Kennedy fez a USAF "engolir" caças
da US Navy como o F-4 Phantom e depois o A-7 Corsair II, assim como armas
com o Sidewinder, Sparrow, Bullpup, Standard anti-radar, Walleye e Snakeye.
Acertou com o F-4 e A-7 devido as novas ameaças, mas errou feio
com TFX (que virou o F-111). O A-7 substituiu o F-100 para apoio aéreo
aproximado. A versão com canhão do F-4 chamado de projeto
Tactical Strike Fighter (TSF) virou o F-4E. Em 1965 foi recomendado que o
F-4C/D, TSF, A-7 e F-111 seria o melhor "mix" para o futuro.
O F-15 nasceu do programa FX e, como seu predecessor, o F111, era
o novo filho do TAC (Comando Aerotático da USAF). O TAC estava
preparado para combate tipo ataque nuclear com esquadrões de F-105
e planejava usar o F-111 otimizados para penetração a baixa
altitude e ataque de precisão. O TAC só aceitou usar o F-4C
devido a reorientação para ataque convencional no Vietnã.
As ofensivas no Vietnã mostraram que as táticas e aeronaves
do TAC estavam muito erradas.
O "kill ratio" inicial da USAF contra os migs vietnamitas era de 2.3
para 1 e foi para 2 para 1 no fim do conflito. Na Guerra da Coréia
os F-86, o primeiro jato da USAF dedicado para superioridade aérea,
tinha um "kill ratio" de 7 para 1 contra os Migs. No total a USAF conseguir
10 por 1 na Guerra da Coréia. O F-86 Sabre foi projetado para combate
aéreo com boa visilidade na cabine e baixa carga alar. Na Segunda
Guerra Mundial foi 8 para 1 no geral a favor dos EUA.
No Vietnã, aeronaves simples como o Mig-17 e Mig-21 eram muito
mais manobráveis que as aeronaves da USAF. O desempenho piorou
comparado com as falhas de 65% dos mísseis AIM-9 e 45% do Sparrow.
Das 137 vitórias aéreas do TAC, 42 foram com o canhão
e praticamente todos em combate aproximado. Isso resultou no desenvolvimento
de um caça superioridade aérea dedicado.
Após
1953 os caças tinham a função de interceptar bombardeiros
ameaçando os EUA e os caças táticos tinham a missão
de lançar bombas nucleares onde a penetração era
mais importante que a manobrabilidade, a capacidade de carga mais importante
que os armamentos, e o estado de alerta mais importante que a geração
de saídas. A ênfase passou para ataque e não superioridade
aérea no Comando Aéreo Tático (TAC). O F-15 reverteu
tudo para superioridade aérea exclusiva.
Os pedidos
de propostas para o FX foram lançados em 1965. Em 1966, oito empresas
responderam com cerca de 500 propostas considerando aviônicos, manobrabilidade,
carga, raio ação e velocidade. Como os requerimento da época
previam um FX com capacidade ar-ar e ar-solo os aviônicos seriam
semelhantes ao FB-111, teria asas de geometria variável e propulsão
por turbofan. Todos tinham um canhão Vulcan de 20mm e levavam quatro
mísseis ar-ar de longo alcance semi-embutidos na fuselagem. Todos
os projetos foram rejeitados.
Em 1966 entrou no projeto o Major John R. Boyd, que pode ser considerado
o pai do F-15 e F-16, com a teoria de energia-manobrabilidade. Boyd conseguiu
simplificar os requerimentos de manobrabilidade para uma variável
para comparar os caças com o uso de computadores. A teoria de Boyd
ia além de puxar g's em combate, fazendo o combate sair da horizontal
e passar a considerar também a dimensão vertical. Os pilotos
já faziam isso na base da tentativa e erro, mas Boyd quantificou
o assunto. Os estudos resultaram no requerimento de peso do FX baixando
de 60 para 40 mil libras, uma razão de by-pass (BPR) do turbofan baixando
para 1.5, relação peso:potência de 1:1 ou mais, e
velocidade máxima de Mach 2.3. A carga alar também baixou
em 25%. Boyd cortou a idéia de asa de geometria variável
para diminuir o peso e complexidade.
Em 1967 o
novo FX tinha um requerimento de peso máximo de 40 mil libras.
Em 1968 o FX só deveria ter um piloto, raio de ação
de 450km com combustível interno, boa visibilidade na cabina, dois
motores, e boa capacidade no combate de curta e longa distância.
A tecnologia HOTAS e HUD permitiria que o piloto lutasse em cenários
onde deveria estar olhando para dentro da cabina.
O Major Boyd mostrou falhas no projeto FX e gerou novas lições.
Usando princípios de tática de combate aéreo e a
teoria da enegia-manobrabildade, Boyd mostrou que um caça precisa
manter a energia cinética e potencial durante um combate aéreo
para manter a agilidade. O que faz uma aeronave fazer curvas melhor que
outra é a carga alar. Outro fator é ter potência para
compensar o arrasto nas manobras. O arrasto aumenta com o aumento do ângulo
de ataque que aumenta quando o piloto quer fechar mais a curva. A potência
tem que compensar o arrasto ou a aeronave irá desacelerar rápido.
Uma aeronave que perde energia rápido devido ao arrasto nas curvas
perde também a iniciativa no engajamento (por isso os Mig-17 era
melhor que o Mig-21 em agilidade). A melhor aeronave em combate aéreo,
sem considerar o piloto, é a com melhor relação peso:potência
e menor carga alar, podendo acelerar e virar dentro da curva do adversário.
O Vietnã mostrou que não era a aeronave mais rápida
que vencia, mas a mais ágil, que acelera e subia mais rápido
e com melhor posicionamento.
Após o F-86 Sabre os projetistas diminuíram a área
das asas para diminuir o arrasto e aumentar a velocidade. Parece bom no
papel, mas os combates aproximados raramente passam de Mach 1.2 pois as armas
e o combustível extra não deixa e os combates ocorrem geralmente
a baixa e média altitude. Os combates aéreos no Vietnã
ocorreram quase todos abaixo de 20 mil pés (cerca de 7 mil metros)
e a menos de Mach 1.2. A maioria entre velocidades de Mach 0.5 a 1.0. Até
mesmo o F-15 com 3 tanques externos e oito mísseis não passa
de Mach 1,1.
Graças a lobby de Boyd os contratantes ficaram indecisos se
projetavam um caça bimotor grande ou um pequeno como o Mig-21. O
FX podia ter sido bem menor se não tivesse aparecido o Mig-25 em
1967. O Mig-25 foi projetado para interceptar o bombardeiro supersônico
XB-70 e teve suas capacidades superestimadas. As simulações
da época mostraram que o Mig-25 era bem melhor do que realmente era
e que poderia voar ao redor do F-4. A USAF logo percebeu que precisaria de
um caça para subir rápido. Queriam até que o FX voasse
a Mach 3 o que era um requerimento que ia contra a manobrabilidade.
O requerimento de superioridade aérea passou a ser a prioridade máxima
para o FX com a capacidade ar-superfície se tornando secundária.
O contrato do FX (virou F-15) foi vencido pela McDonnell em dezembro
de 1969. O armamento primário do F15 seria o canhão e mísseis
de curto alcance. Durante o projeto FX os mísseis estavam com má
reputação com o Sidewinder tendo uma taxa de acerto de 18%
e o Sparrow apenas 9%. Em março de 1970 a General Dynamics, Hughes
e Philco-Ford receberam um contrato para desenvolver o míssil ar-ar
de curto alcance XAIM-82 para armar o F-15. O míssil foi cancelado
em setembro de 1970 devido aos riscos, custos e pressão política.
O F-15 continuaria usando o Sidewinder e Sparrow.
Estudos do
fim da década de 80 mostrou que o Pk do Sidewinder era de 50% e
do Sparrow 35% para US Navy e 28% na USAF para os dois mísseis o
que era considerado suficiente. A discrepância seria devido a fato
da USAF engajar mais alvos pequenos e ágeis enquanto a US Navy atua
mais em cenários com ameaça de aeronaves de longo alcance.
Na década de 80 também foram iniciados projetos de novos
mísseis como o AMRAAM e ASRAAM. Vários aviônicos do
FX foram cancelados como mira no capacete, TISEO e mapa móvel para
reduzir os custos. Os custos de desenvolvimento do F-15 cobriam o desenvolvimento
do motor, radar, canhão e aviônicos (guerra eletrônica
e INS) que seriam base para outras aeronaves. O motor foi usado pelo F-16.
Em 1968, junto com o lançamento do pedido de proposta do FX,
a US Navy passou a estudar o VFX já insatisfeita com o TFX. Em
1968 também apareceu a proposta do F-XX de caça mais leve
e barato com peso máximo de 25 mil libras (11 toneladas). O F-XX
poderia ter uma versão VFXX naval mas a US Navy não se interessou.
A USAF também estava insatisfeita com as limitações
do F-5 e a experiência ruim com o F-104 no Vietnã.
Em 1971 o
F-14 e F-15 foram comparados para um ser um caça comum para a USAF
e US Navy. Já a opção de caça mais leve levou
ao F-16 e ao F/A-18 germinando em 1971.
Os estudos
com o F-XX continuou com o Advanced Day Fighter (ADF) e depois virou "Lightweight
Fighter (LWF)" em 1972 para uma opção mais barata e simples
que o F-15. Na época foi observado que o motor turbofan poderia
aumentar o alcance dos caças mais leves. O projeto foi adiante com
o YF-16 e YF-17 concorrendo para o programa. Em 1974 os caças foram
testados contra aeronaves da USAF e US Navy como o Cessna A-37B Dragonfly,
Convair F-106 Delta Dart e F-4 Phantom e contra caças soviéticos
como o MiG-17 e MiG-21. Os caças não competiram entre si
em combate aéreo. Contra o F-4 o YF-16 conseguiu três kill
na mesma missão e o F-4 teve que pousar para reabastecer. Depois
de decolar o F-16 ainda estava esperando. O YF-16 era melhor em todos os
requerimentos e foi escolhido em 1975 para o programa "Air Combat Fighter
(ACF)".
O F-16 seguia o princípio da simplicidade. O F-15 tinha um
motor maior para mais velocidade e fuselagem maior para mais combustível.
O F-16 tinha menos arrasto para conseguir mais velocidade, conseguia maior
alcance com motor mais econômico, e tinha melhor relação
peso:potência diminuindo o peso e não só aumentando
a potência. O F-16 tinha o mesmo coeficiente de arrasto do F-4 mas
na pratica era 1/3 do arrasto total, ou 1/5 em curva. Mas era denso, com
espaço interno 10 vezes menor que o do F-15, e não tinha espaço
para nada.
Como uma baixa carga alar significa arrasto e curto alcance, e uma
relação peso:potência alta significa curto alcance,
passaram a se preocupar com a fração de combustível.
Apesar de levar menos combustível o F-16 tem uma fração
de combustível maior que o F-15 e com tanque vazio consegue ir mais
longe. O F-15 sempre leva tanques extras, mas podem agüentar manobras
de 9 g's e não precisam ser alijados. As aeronaves da USAF eram baseadas
no cenário europeu com os cenários no Oriente Médio
e Ásia sendo mascarados pelos cenários europeus. O alcance
do F-16 era adequado ou superava todos estes cenários.
O F-16 faria uma combinação de caça leve e caça
médio com o F-15. A US Navy escolheu o YF-17 como base para o seu
caça leve que se tornou o F/A-18 que substituiria os F-4 e A-7.
Em 1986 era planejado a compra de 3.047 F-16 pela USAF.
A história
mostra que todo caça acaba virando aeronave de ataque, mas não
o contrario. O F-16 chegou a competir com o F-15 para uma proposta de
um ETF (Enhanced Tactical Figther), depois chamado DRF (Dual Role
Fighter) para complementar e depois substituir o F-111. O Tornado europeu
participou da concorrência mas foi logo eliminado devido ao curto
alcance e desvantagem política. O F-16XL competiu com o F-15E Strike
Eagle e perdeu por ser mais caro de desenvolver (US$ 470 milhões
contra US$270 milhões). O F-16XL seguia o mesmo principio de simplificação
para ter o desempenho de um caça mais pesado. A USAF escolheu o
F-15E em 1984 e comprou 236 F-15E até 1998. O F-15 já tinha
disparado mais de 1.000 bombas durante sua avaliação operacional.
Com o passar do tempo o F-16 sofreu modernizações
sucessivas passando de caça leve de combate aproximado visual para caça médio
multifuncional com capacidade qualquer tempo.
A guerra aérea
no Vietnã mostrou que o combate aproximado ainda era muito importante,
antes considerado um dinossauro. Já os combates BVR foram limitados.
A reação russa só chegou mesmo com o Mig-29 e Su-27.
O Mig-29 foi projetado para o cenário europeu da Guerra Fria onde
operaria de base de dispersão avançada para conseguir superioridade
aérea no campo de batalha. Teria função secundaria
de escolta de curto alcance e ataque ao solo. É uma aeronave extremante
manobrável, com boa visibilidade na cabine e o canhão ficou
muito preciso com apoio do radar e do IRST. O HMS junto com R-73 o colocou
na frente dos caças ocidentais até o fim da década
de 90 compensando o treinamento inferior ao da OTAN. O radar dava alguma
capacidade BVR mas era ainda muito inferior se comparado com o AMRAAM ocidental.
Foi a Guerra dos Seis Dias
em 1967 que levou os russos a darem mais importância a aviação
tática o que levou ao desenvolvimento do Mig-23 para superioridade
aérea e o Mig-27, Su-24 e Su-25 para apoiar tropas e atacar alvos
bem defendidos próximos a linha de frente. Antes os russos priorizavam
caças defensivos e bombardeiros e mísseis balísticos
ofensivos.
Os russos também tinham seus projetos segundo o conceito de
"requirement pull", com um projeto criado para contrapor ameaças
que aparecem. Já o ocidente faz "technology push", pesquisando novas
tecnologias intensivamente e aplicando nos caças. Um bom exemplo
são radares "look down/shoot down" dos caças ocidentais desenvolvidos
bem antes da URSS ter aeronaves com capacidade de penetração
rápida a baixa altitude a noite. Esta capacidade entrou em operação
com o radar AWG-9 do F-14. Os russos só desenvolveram esta capacidade
no meio da década de 70 com a entrada em serviço do F-111
e B-1. Outro exemplo é o Mig-25 para contrapor o XB-70 e o caça-bombardeiro
tático Mig-27 projetado a partir das lições da guerra
do Vietnã e conflitos árabes-israelenses.
Foi apenas na virada da década de 70 para 80 que iniciaram
pesquisa proativa que resultou no Mig-29 e Su-27 equipados com novas tecnologias
como o HMS, IRST, TVC, supermanobrabilidade e capacidade de operar de forma
mais independente de radares em terra.
O Combate BVR se Torna Uma Realidade
A Guerra
do Golfo de 1991 foi a primeira vez que as vitórias com mísseis
de longo alcance superaram as de mísseis de curto alcance. Mais
importante ainda, a maioria das vitórias foram além do alcance
visual. Várias tecnologias permitiram que isso se tornasse uma realidade.
Os aliados tinham uma boa consciência da situação com
o AWACS e datalink (Link 16), usaram novos sistemas de identificação,
tinham boas contramedidas eletrônicas e as regras de engajamentos
não tinham muitas restrições como no Vietnã.
Ao mesmo tempo os iraquianos estavam cegos, sem radar e comunicações,
devido as ações dos aliados. As bases foram continuamente
atacadas e passaram a decolar para fugir para o Irã.
O F-15 teve
a grande maioria das vitórias na Tempestade do Deserto. O F-15
tinha um interrogador IFF moderno e modos de radar de identificação
de alvos não cooperativos ou NCTR (Noncooperative Target Recognition
), ou seja, aqueles que não informam que são amigos ou inimigos.
O modo NCTR permitia a leitura do fan do motor para identificação
positiva a longa distância. Esta tecnologia também garantiu
que a maioria dos alvos fossem destruídos além do alcance
visual com mísseis AIM-7 Sparrow.
As táticas
da US Navy para identificação estavam atrasadas em relação
a USAF e inibiu sua a participação nas missões ar-ar.
Sem um IFF e modos NCTR a US Navy não podia engaja alvos além
do alcance visual onde as regras de engajamento exigiam duas indicações
como hostil, geralmente a falta de resposta ao interrogador IFF interno,
uma identificação positiva e um acordo de uma terceira parte
como o AWACS. O AWACS gerenciava a batalha acompanhando as aeronaves amigas
e confirmando se não havia aeronaves amigas próximas ao contato.
O F/A-18 estava testando um modo um modo NCTR similar do F-15 e não
tinha o interrogador IFF enquanto o F-14 tinha o interrogador IFF, mas
o seu radar não tinha modos NCTR. A conseqüência é
que eles não puderam atacar alvos a longa distância e sem
a autorização de um AWACS. O F-16 só levava um respondedor
IFF devido ao papel ar-solo.
Os F-15 modernizados foram despachados para
o Golfo em 1990-91. Os primeiros
F-15 só podiam operar seus radares no modo RWS e era difícil
de operar. A modificação MSIP e a instalação
do APG-70 permitiu usar o modo STT (Single Target Track) e depois o modo
TWS (acompanha enquanto busca) para disparar o Sparrow diretamente a frente
ou atrás da aeronave.
Os alvos iraquianos que decolavam eram detectados
pelo E-3 que despachava os F-15C para interceptar com modos de radar LPI
(Low Probability os Interceptation). O F-15 manobrava para "ver" a entrada
do motor ou saída do motor com o modo JEM e disparava o AIM-7 Sparrow
além do alcance visual contra os alvos válidos. O sistema
era tão bom que identificava por modelo e subvariante e não
houve nenhum episódio de fratricídio na guerra aérea.
O RC-135 também fazia parte do processo de identificação
positiva e junto com o IFF faziam parte do Enhanced ID (EID). A regra
de engajamento contra alvo sem resposta (squawk) do IFF era feita com permissão
do AWACS para disparo BVR. A identificação era feita pela
vigilância das comunicações e sabiam até o código
de chamada dos caças iraquianos. A experiência no Golfo mostrou
que a identificação positiva era importante pois os
pilotos eram vetorados para bugs que eram amigos com freqüência.
Este piloto não está brincando de sniper. Durante a
Guerra do Golfo os pilotos de F-15C instalaram miras Leopold usadas pelos
snipers para facilitar a identificação visual a longa distância.
Provavelmente o piloto usa algum tipo de auxilio para alinhar o alvo com
a aeronave como o uso do auxilio do radar e piloto automático.
O projeto do F-15C previa a instalação de um sistema de TV
de longo alcance TISEO na raiz da asa esquerda para esta tarefa, mas foi
cancelado para diminuir custos.
Uma tática
para disparar de longo alcance era evitar que as aeronaves amigas voem
no local, liberando o espaço aéreo após certo tempo.
O objetivo é criar "kill zones". Durante o conflito do Golfo em 1991
as descrições de combates falam em 50 contatos no radar. Os
F-15 trancavam no alvo a cerca de 60 km com o inimigo fazendo o mesmo na
mesma distância.
Contra os
Migs, os F-15 disparavam mais alto e rápido e mergulhavam para
atrapalhar o radar inimigo que era forçado a ver e disparar para
baixo. Sempre manobravam e lançavam chaff para quebrar o trancamento.
Depois de disparar um Sparrow os F-15 faziam manobra "F-Pole", virando
40 graus em relação ao alvo e mantendo o alvo dentro do cone
do radar para não perder o acompanhamento do alvo. Segundos antes
do cronômetro zerar (tempo de impacto do míssil) o piloto
apontava novamente o nariz do avião para o alvo para ver se precisava
disparar outro míssil.
Os F-15 escoltavam os pacotes de ataque fazendo BARCAP
(BARrier CAP) ficando entre o alvo e a ameaça mais provável.
Para realizar BARCAP os pilotos tinham que estudar todos os vôos
do pacote, descritos nas ATO, para saber onde estariam as aeronaves amigas
durante todo o vôo. O processo era muito demorado e procuravam sempre
o melhor lugar par se posicionar. Os F-15 faziam varredura com o radar
antes e após o ataque do pacote. Podia até não acontecer
nada durante a missão mas era estressante. Os Esquadrões dividiam
os pilotos nos que voam de dia e os que voam a noite.
Como acontecia
no Vietnã e na Guerra Irã x Iraque, os iraquianos acompanhavam
as comunicações das patrulhas aéreas para saber se
estavam na hora de reabastecer ou voltar para base. Os aliados ainda não
usavam rádios codificados. Por exemplo, quando o combustível
estava acabando tinham que anunciar com códigos como "joker" ou
"bingo" e quando a munição acabava tinham que usar o código
"winchester".
Para disparar
os Sidewinder os pilotos de F-15 usavam o modo de pontaria com o radar
(Caged). Ao receberem um indicando que o sensor viu o alvo, passavam para
o modo Uncage. Se o míssil mantém o tom então está
no alvo certo. É uma tática usada contra alvos lançando
flare e para atacar alvos próximos. Em um engajamento contra um
Mig-25 no dia 19 de janeiro, o mig conseguiu evitar um míssil uma
vez com manobras e o trancamento duas vezes com o lançamento de flares.
Acabou sendo derrubado com um AIM-7 ao se distanciar. O piloto do Mig era
muito bom, manobrando bem e foi preciso o disparo de cinco mísseis
para derruba-lo. Em tempo de paz seriam cinco acertos se fosse um treinamento.
Os F-15 interferiram nos radares
do Foxbat, mas também tiveram seu radar jameado pelo Mig-25 e não
conseguiram disparar o Sparrow no BVR ou o Sidewinder de frente. O engajamento incluiu uma manobra iraquiana para
forçar os F-15 em um "sanduíche", ficando entre dois migs.
Os Mig-29
também faziam manobras "anti-western" para evitar o acompanhamento
pelo radar e evitar o lançamento de mísseis AIM-7 incluindo
a manobra beam, colocando a aeronave em uma direção a cerca
de 90 graus com o adversário. Outras vezes tentavam arrastar os
americanos para as baterias de mísseis SAM e outras vezes apareciam
como alvos tipo "pop-up" decolando quando os F-15 estavam próximos
das bases. Um F-15 também usou a manobra beam junto com ECM, chaff
e flares para evitar um disparo de um Mig-29 que estava trancado no Eagle.
Na vitória do Capitão Tate contra um Mirage F-1, o Sparrow
foi disparado a 12 milhas e o F-15C ficou dentro do envelope do Super 530
do Mirage F-1 que estava tentanto engajar seu ala.
A maior ameaça eram os
Mig-29, mas não foi o que se esperou. Um foi derrubado enquanto subia
após decolar e não reagiu. No dia 19 de janeiro de 1991, o
Capitão César Rodriguez foi vetorado contra um Mig-29
que estava fazendo CAP em uma base aérea. Começou a fugir
para o norte e voltou quando foi engajado pelo F-15. Enquanto atacava,
Rodriguez foi atacado de surpresa por um
par de Mig-29. Um Mig-29 conseguiu trancar mas não disparou. Rodriguez
conseguiu quebrar o trancamento com manobras, chaff e ECM e o mig foi derrubado
por Craigh Underhill
(ala de Rodriguez). Os dois depois engajaram
os outros Mig-29 no único combate aproximado do conflito. A luta iniciou
em uma altitude de 2.700 metros e logo estavam a 100 metros mas o Mig-29
fez um "split S" e foi direto para o solo. Os F-16 que atacariam a base
aérea estavam a 20km atrás das escoltas de F-15.
Os iraquianos contam uma versão
diferente para o combate. O Mig-29B pilotado pelo capitão Jameel
Sayhood do Sexto Esquadrão baseado em AL Quwa Al Jouwiyah Al Iraquiya
tinha acabado de derrubar o Tornado GR.1A pilotado por Gary Lennox e Adrian
Weeks (mortos na ação) com um míssil R-60MK as 12:30h.
Depois o capitão Jameel Sayhood afirma que conseguiu evadir um AIM-7
lançado por Craigh Underhill e depois foi derrubado pelo F-15C de
César Rodriguez conseguindo ejetar antes de cair perto da base de
Al-Qadissya.
Em outra
ocasião um par de F-15 estava em uma perseguição de
um par de Mig-23 indo das bases H2-H3 para Bagdá. Contra alvos fugindo
usavam modos RWS. Perseguiram a 140km de distância e receberam notificação
de outro par ou dois pares decolando da base H2-H3 e ficaram em um "sanduíche".
Escolheram engajar o segundo par que estava se aproximando. Um Mig voltou
para a base e sobraram três Migs voando muito baixo que foram engajados a 70km. Os F-15 ejetaram
os tanques para ir mais rápido e aumentar o alcance dos Sparrows
e a manobrabilidade. O Enhanced ID (EID) dos Mig-23 foi confirmado e atacaram
a longa distância com suesso.
A tática
do F-15 contra os Mig-25 voando
alto e rápido era ejetar os tanques extras e subir para 40 mil pés.
Depois faz "G zero" (descarrega a aeronave) em mergulho para diminuir
o arrasto induzido para acelerar até Mach 1.7. Depois sobe em uma
inclinação de 20-30 graus e alinha a mira do AIM-7 e dispara
os quatro mísseis. A identificação visual do Mig-25
era importante por ser bem parecido com o F-14 e o F-15. Podia ser diferenciado
facilmente por ter dois cabides em cada asa. No combate a longa distância
podia ser identificado pelo padrão de vôo a grande velocidade
a grande altitude.
Um Sparrow sendo
disparado a longa distância por um F-15D contra um alvo voando alto.
O drone alvo pode ser visto na foto devido a trilha de condensação
(contrail).
O sucesso
do F-15 pode ser explicado pela
doutrina, tecnologia e fatores locais. Entre as novas tecnologias foram
o novo radar, Enhanced ID (EID), o E-3 AWACS, o RC-135 Rivet Joint e armas
para subjugar sem muita ameaça do inimigo. Os EUA conseguiram uma
razão de vitórias de 36 a 0 mais devido a falta de vontade de
lutar dos iraquianos.
Os F-15C realizaram 2.200 saídas na Guerra
do Golfo voando 7.700 horas. Conseguiu um total de 33 vitórias
sendo 24 a longa distância contra inimigos que nunca foram avistados.
Foram disparados 71 mísseis AIM-7M Sparrow III com um índice
de acerto de 32%. A maioria dos engajamentos era traseiro e com alvos voando
relativamente em linha reta. O AIM-7M ainda tinha alcance BVR neste ângulo
de aspecto
O AIM-7 teve
mais falhas que o previsto, mas foi bem melhor que as versões anteriores.
Em uma ocasião, no dia 27 de janeiro, contra um Mig-23 fugindo
para o Irã a baixa altitude, um F-15 disparou três AIM-7
e os três tiveram falha no motor. O segundo voou mas também
errou. O primeiro disparo foi a 20km. No total foram disparados entre
71 a 76 mísseis AIM-7M Sparrow que derrubaram entre 23 a 28 caças
iraquianos em sete semanas. A maioria dos disparos foram contra os Mig-25
que eram mais difíceis de derrubar. O Sparrow mostrou ter boa disponibilidade
e confiabilidade. Outros fatores foram o melhor treino e novos eletrônicos.
Os F-15 não
usaram o canhão Vulcan. Um par de A-10 que procuravam alvos em terra
detectaram dois helicópteros iraquianos voando baixo, onde eram
até mais fácil de serem detectados devido a poeira levantada
ou sombra. Foram derrubados com o canhão Avenger de 30mm. Os pilotos
de F-15 reclamaram que eram serviço deles e os pilotos de A-10 responderam
com a proposta de fazer cobertura de caça a grande altitude enquanto
os F-15 atacavam alvos no solo.
Entre os fatores
locais que levaram ao sucesso do F-15 foi prever que a maioria dos engajamentos seria
a leste de Bagdá e favoreceu o esquadrão 1o TFW de Langley
destinado a operar naquele local. Na verdade a maioria dos engajamentos
foi a oeste favorecendo o 58o TFS de Bitiburg. Com a fuga dos iraquianos
para o Irã o 1o TFW seriam mais favorecidos ainda, mas na verdade
estavam fazendo BARCAP mais ao norte, com razão de saída diminuída
e só tiveram um kill em toda a guerra.
As esquadrilhas
do 58o TFS eram comandadas por capitães e majores com os tenentes
como alas enquanto as esquadrilhas do 1o TFW eram todas lideradas pelo
comandante do esquadrão. O comandante do 58o TFS sempre acompanhava
os vôos mas como número 4 ou número 8 e não
impondo a hierarquia. Dava oportunidade para os membros do esquadrão
aprender, crescer e aplicar o que aprenderam. Os alas passaram a ter chances
de atirar, mudando a doutrina antiga de só os pilotos experientes
atacando. Todas as habilidades foram usadas e não só para
derrubar, mas para ajudar na vitória, acabando com o adágio
de que ala é para ver e não ouvir. Um major muito experiente
do 1o TFW ficou só com a função de planejar a missão
do comandante esquadrão. O 58o TFS também tinha muitos graduados
da Escola de Armas de Caças (FWS) e Red Flag, podiam voar mais a
noite, e com pilotos capazes de resolver rápido problemas complexos
e aprendiam com os erros rápido. No fim dominaram os céus
do Iraque com 17 vitórias das 36 vitórias no total.
Depois da
Guerra do Golfo o Iraque tentou trocar seus Mig-21
e Mig-23 por caças Su-27 e seus Mig-25 pelos Mig-31, mas o embargo
após 1990 não deixou que isso acontecesse. O Iraque já
tinha tentado comprar o Su-27 em 1985 e só conseguiu um pequeno lote
de Mig-29. Em 1989 testaram o Su-2 e Mig-31, mas novamente não conseguiram
comprar. Tentaram até comprar uma versão de ataque do Mirage
2000 sem sucesso. Caso contrário a história dos combates aéreos
poderia ter sido muito mais rica.
Apesar da semelhança o Mig-25 e Mig-31 são duas aeronaves bem diferentes e com requisitos também diferentes. Enquanto o Mig-25 foi projetado para interceptação supersônica a grande altitude, o Mig-31 foi pensado como interceptador subsônico de longo alcance contra alvos voando baixo como o B-1, B-52 e mísseis cruise e, devido ao alcance, escolta de aeronaves de patrulha marítima. Devido aos requisitos foi a primeira aeronave russa com capacidade “look down/shoot down” e radar de varredura eletrônica. O Su-27 cumpre estes requerimentos no cenário iraquiano e ainda é muito melhor no combate aproximado que seria mais importante devido as ameaças, mas o Mig-31 permitiria atacar alvos a longa distância com o R-33. Esta capacidade é muito conhecida pelos iraquianos na forma da ameaça dos AIM-54 Phoenix disparados pelos F-14 iranianos.
Após
o conflito no Iraque a USAF continuou a sobrevoar o país em áreas
de exclusão aérea no norte e no sul do Iraque até
a invasão em 2001. Durantes estes vôos ocorreram vários
combates aéreos com encontros que resultaram em combate a longa
distância.
Nas
zonas de exclusão no sul do Iraque os F-15C perseguiam os iraquianos
ao mesmo tempo protegendo outras aeronaves. Voavam duas duplas bem separadas.
O Iraque não tinha padrão de atacar em massa. As principais
bases aéreas iraquianas estavam sempre sob vigilância radar.
Se lançassem algum ataque em massa as aeronaves aliadas podiam fugir
e chamar reforço rápido. Quando mandavam um Mig-25 a Mach
2.5 contra uma aeronave de alto valor como um AWACS, os F-15 tinham que reagir
rápido e deixavam falhas nas coberturas das patrulhas de combate aéreo
(CAP). Na teoria era possível usar o Mig-25 para abrir espaço
para outros atacarem. Só o F-15 tinha combustível e capacidade
BVR para anular esta capacidade iraquiana.
Um tática usada pelos iraquianos era o "honey trap". Os migs
tentavam levar os caças para armadilha de mísseis SAM ou
fazer entrar na zona de engajamento da artilharia antiaérea (GEZ
- Gun Enagajment Zone). O mig entra na zona de exclusão aérea
e foge quando o F-15 começar a perseguir. Esta armadilha pode ser
prevista se o mig não voltar de onde decolou.
Durantes as patrulhas os E-3 retransmitiam as comunicações
entre o CAOC e comandante de missão no ar. Rotas seguras permitem
que uma aeronave danificada ou sem IFF operando possa voar sem ser derrubada
por caças amigos. Quem voa nestes corredores é logo interceptada
e identificada visualmente por um par de F-15. Em uma ocasião um
E-3 continuou criando a trilha de vôo de uma aeronave que pousou e
mostrou como intruso voando baixo. A confusão foi geral até
descobrirem que era um alerta falso.
Em 16 de
janeiro de 1993 um F-16C da 52a TFW F-16C disparou um AIM-120A contra um
MiG-23 iraquiano. O mig estava a curta distância e no limite da NEZ
e não foi atingido.
Em 18 de
janeiro de 1993, um pacote de ataque composto de dez F-15E, quatro F-16,
quatro Tornado GR1 e quatorze aeronaves de apoio atacaram centros de defesa
aérea em Najaf, Samawah e Talil no Iraque. Estes alvos já
tinham sido atacados no dia 13, mas o mau tempo atrapalhou. Durante o ataque
um F-15C engajou um Mig-25 abaixo
do paralelo 32 com um AIM-120 disparado a 25 milhas e um AIM-7 a curta distância.
Os dois mísseis erraram o alvo.
2007 ©Sistemas
de Armas
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por Fábio Morais
Castro
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