Identificação Visual
O uso de sensores de imagens para identificação a longa distância existe há várias décadas no ocidente na forma do TISEO do F-4D e do TCS do F-14. Estes sensores são apontados por radar e só podem ser usados de dia e com boa visibilidade. Os sensores atuais usam cameras de TV CCD com maior definição e alcance. Os sensores infravermelhos de imagem estão melhorando a definição poderão assumir esta função e podem ser usados a noite e para vigilância.
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Imagem do sensor de busca do míssil AIM-9X. O alvo pode ser claramente identificado como um F/A-18. Se os sensores internos não declaram positivamente o alvo, os sensores dos mísseis poderão assumir a tarefa ao reconhecer o alvo após o disparo ou dar redundância na identificação. Os mísseis anti-carro Hellfire Longbow e Brimstone tem um radar de alta definição que permite praticamente ver o alvo.
Desde a Primeira Guerra Mundial é feito treinamento para identificação visual de aeronaves. Esta tarefa sempre foi desafiadora.
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Imagem do TCS durante um combate contra um Mig-23 Líbio no Golfo de Sidra. No dia 4 de janeiro de 1989, dois F-14A do esquadrão VF-32 atacaram dois Mig-23MF Líbios do Esquadrão 1040 ou 1041. O engajamento foi inicido com o disparo de um AIM-7F/M a longa distância. O míssil errou e o engajamento passou a ser a curta distância. O TCS é um sistema de aumento visual que permite identificar um caça pelo tipo a cerca de 24km. Os pilotos percebera que o LANTIR do Bombcat tem definição melhor e maior alcance. Agora praticamente todo caça americano tem um sistema com capacidade semelhante, LANTIRN, ATFLIR, Litening, Sniper XR e automaticamente um IRST se puder apontar o sensor com o radar.
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Imagem do sensor IR do OSF do Rafale. A imagem sugere que sejam um Mirage 2000 e outro Rafale. O IRST é instalado a esquerda e um TV/telemetro laser (chamado Combat Identification Unit - CIU) a direita. O CIU pode acompanhar alvos e mostra-lo no HUD do piloto.
Aeronaves diferentes podem ter perfil similar e serem mais difíceis de identificar em alguns aspectos. O Su-27 Flanker se parece com o F-14 visto frontalmente e tem o canopi e LERX parecidos com o F-16. Também lembra o F/A-18 e F-15 em vários aspectos como cauda dupla e entrada de motor dupla, canopi, enflechamento das asas etc.
Os sensores de imagens são ruins para vigilância e são geralmente apontados por outros meios de vigilância de área. Uma exceção pode ser o radar laser (LIDAR), mas mesmo assim tem alcance curto, não funcionando a mais de 10km, apesar de obter uma imagem de alta resolução do alvo.
A vibrometria laser, usando interferômetros óticos de precisão para medir a mudança Doppler da luz refletida do alvo é outra área de NCTR ativa.
O LADAR Enhanced Recognition And Sensing Ladar (ERASER) gera imagem de alta resolução de alvo. O piloto identifica alvo ou o sistema faz reconhecimento automático. O alcance desejado é de 15-20 até 25km a altitude de 1,5-6 km.
O programa da USAF Multi Discriminant Transceiver (MDT) irá usar técnicas de identificação ar-ar e ar-superfície para identificação a longa distância. O objetivo é reduz numero de saídas e de armas disparadas para a tarefa, busca em grande área, evitar fratricídio, realizar identificação de combate confiavel de alvos quando parcialmente obscurecidos e melhorar a sobrevivência.
As tenicas usadas são bem variadas como ´time-based ranging´, ´active two-dimensional imaging´, ´vibration sensing´, ´polarized scattering´, e ´multi-wavelength laser radar´. Serão usados em aeronaves como o AC-130, UAVs de reconhecimento e casulos de navegação e ataque como o LANTIR
Métodos Passivos Interceptação de Emissores
Uma técnica simples, além da identificação visual, é a interceptação passiva de transmissões de radar e radio. Cada transmissor de radar e radio tem características próprias de frequência, modulação e frequência de repetição e pulso ( PFR ).
Os sistemas de identificação de emissão, como o RWR, ESM, MAGE, ELINT e COMINT, tem a limitação de serem efetivos apenas contra alvos emissores. Estes sistemas mostram alguns dados de altura e distancia, e classifica por tipo, por exemplo, a emissão do radar NO-193 Slot Back indica que é um Mig-29.
O problema é quando um emissor é usado por várias plataformas. A contramedida é fundir os dados com outras informações para auxiliar a identificação.
Algumas aeronaves transmitem com frequência e outras raramente. Uma aeronave AEW emite o tempo todo enquanto os caças apenas após serem chamados para uma interceptação. Também é possível induzir uma aeronave a transmitir sinais, como enviar comunicações falsas que precisam de resposta ou aparecer ameaçador para força-lo a ligar o radar ou se comunicar com o centro de comando.
A escuta de sinais passivos também é ideal para identificação a longa distância. O ESM do E-3 AWACS tem alcance de 400km. O IFF de um caça sem apoio de AWACS varre área grande e com ajuda varre área pequena (indicando ataque iminente). A aeronave em busca também muda de direção com frequência para para aumentar a área de varredura.
O ESM ALR-94 do F-22 é um dos meios furtivos para identificação de alvos. Ele trabalha em conjunto com outras aeronaves de reconhecimento eletrônico como o RC-135 Rivet Joint. Os dois trocam informações pelo datalink que emite muito menos que o radar. O ALR-94 tem capacidade de dar dados de alvos para lançar o AMRAAM. O F-22 tem quatro canais para identificação: IFF, ALR-94, datalink e o radar. São preciso apenas dois para validar o disparo de um míssil a longa distância.
Equipamentos de coleta de sinais de radio frequência (SIGINT) tem sido a fonte de informações para identificação e alvos ao medir parâmetros como frequência, amplitude, largura de pulso e PRF.
A introdução generalizada de radares Pulso-Doppler e outros com técnicas avançadas como agilidade de frequência e intervalo de repetição de pulsos, largura de pulso variável e transmissão em rajadas, são problemas novos.
Eles estão combinados por um aumento de densidade de pulso de 1-2 milhões ou mais. Os sistemas de guerra eletrônica respondem com a uso de técnicas de Specific Emitter Identification (SEI) para multiplicar a medida de parâmetros clássicos, e processadores que podem reconhecer densidades de pulso muito alta.
Como exemplo, temos a idendificadores de emissão que usa modos UMOP (Unintentional Modulation On Pulse). Esta técnica analisa a estrutura de frequência fina na frente de um pulso para extrair dados úteis. Os dados são coletados no buffer. Pulsos com características de frequência similar são agrupados. Uma média simples de todos os pulso de cada grupo é calculada, com supressão das distorções do receptor e com uma saída de dados estável. O passo final é comparar cada assinatura média do grupo com o de uma banco de dados, para determinar se os dados são comparáveis.
Som
O USMC está estudando uma proposta de um Acoustic Target Acquisition System (ATAS) para detecção passiva, classificação e identificação de helicópteros e UAV, com azimute do sistema de armas.
Os dados de requerimentos incluem 70% probabilidade de classificar um helicóptero a 6km e identificar a 5km (com objetivo de atingir 85% a 8km e 7km respectivamente). Capacidade de localizar alvos em 360º de azimute com precisão de 10º (5º desejado) em 90% das ocasiões, ou 30º (50º desejado) de campo de visão em elevação, e capacidade de rastrear 10 alvos simultaneamente, com taxa de alarme falsos de10 em 1h (5/h desejado).
O ATAS equiparia o Avenger (Singer) com seu motor ligado, todos sistemas táticos operando e com presença de ruído de fundo. A capacidade de desempenho reduzida com veículo em movimento é desejável.
Próxima Parte: Gerenciamento de Batalha
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