FAC na Operação Enduring Freedom
Logo após o ataque as torres gêmeas o Presidente Bush deixou claro que iria atacar não só terroristas, mas também paises que apóiam os terroristas. OS EUA já tinha pensado em invadir o Afeganistão para pegar Bin Ladden, mas sem provas do ataque a USS Colle isso não foi permitido.
Inicialmente pensaram em realizar incursões de helicóptero contra o Afeganistão a partir do Paquistão. O Paquistão não queria apoiar e demoraria para concentrar a força necessária. Os EUA queriam iniciar as ações rapidamente. Logo foi pensado em usar o Poder Aéreo e Forças Especiais apoiando tropas locais anti-talibã. O país estava em guerra civil desde 1996 e os inimigos do Talibã controlavam cerca de 20% do pais principalmente o norte. A Aliança do Norte era o maior de todos com cerca de 15 mil tropas. O líder foi até morto dois dias antes 11 setembro visto sua importância.
Os principais meios de ataque seriam a aviação embarcada e bombardeiros da USAF devido as distâncias na região. Os bombardeiros precisariam de cobertura de caças na região e os Naes providenciariam. Os C-17 apoiando missões humanitárias também precisariam de escolta. Os EUA precisariam do Paquistão para basear seus helicópteros de busca e salvamente de combate (CSAR). As operações não seriam iniciadas sem CSAR. As bases de helicópteros no Paquistão também apoiariam as forças especiais.
O Tadjiquistao e Uzbequistão ofereceram bases para as Forças Especais, helicópteros CSAR, apoio logístico e de reabastecimento em vôo (REVO), mas não para os caças F-15 e F-16.
O CAOC tinha sito recém mudado para a base aérea de Prince Sultan Air Base (PSAB) na Arábia Saudita e já controlava pacotes no sul do Iraque há 10 anos sendo bem experientes em operações na região.
Os NAes realizavam grandes círculos na costa do Paquistão na preparação. Aeronaves do USS Enterprise e USS Carl Vinson norte do oceano Indico fariam superioridade aérea e atacariam alvos fixos. Depois apoiaram as Forças Especiais. As poucas aeronaves táticas da USAF na região eram os F-15E no Kuwait e F-16 no Qatar.
No dia 21 de setembro os NAes já estavam prontos para atacar, mas esperaram a USAF posicionar suas aeronaves AWACS e REVO na região, além das bases de helicópteros CSAR e Operações Especiais no Paquistão. O resultado foi um atrasado até 7 de outubro. A OEF logo virou uma campanha centrada no Poder Aéreo e não um simples ataque retaliatório.
Havia três esquadrões de Tomcats no local com 33 aeronaves. O Tomcat já mostrou sua capacidade de ataque de precisão nas operações Desert Fox e Allied Force. O alcance mostrou ser muito útil. O casulo de ataque LTS equipado com GPS/INS tinha capacidade de mostrar o ponto de pontaria para armas não guiadas automaticamente.
O F-14D era muito capaz com dois pares de olhos, grande alcance, rádios ótimos incluindo o JTIDS, casulo LTS, e pode passar imagens digitalizada para o navio por datalink. O JTIDS ajudava a controlar o trafego aérea, sem usar rádio ou radar, e achar REVO. Com o LTS podiam atacar a 40 mil pés e bem acima do alcance da artilharia antiaérea e mísseis MANPADS.
Antes do inicio das operações os F-14 voaram muitas missões de reconhecimento com o casulo TARPS para coleta de informações. Os EUA tinham poucas imagens de alvos de interesse como bases aéreas e posições de mísseis SAM e artilharia antiaérea. Os Prowler iam junto para coletar inteligência da reação afegã. Com pouco REVO disponível não puderam ir mais ao norte. Eram acompanhados dos S-3 Viking até a fronteira com o Afeganistão e faziam REVO. Depois os S-3 eram substituídos na fronteira por outros S-3 que chegam depois para reabastecer os Tomcat e Prowler na volta. Os Tomcat voavam a média altitude e tiravam fotos sem ter aviso no RWR.
Parecia que os afegãos nem sabiam da sua presença. Os filmes eram digitalizados e distribuídos para os serviços de inteligência dos NAes e CAOC. A Inteligência nos NAes tem especialistas nos paises da região onde operam. Todos viraram especialistas em Afeganistao.
As Forças Especiais gostaram das fotos sendo usadas para identificar alvos, vigiar cidades e posições militares. Havia cerca de 50 Mig-21 e Su-22 no país, mas não eram considerados uma ameaça. As baterias de mísseis SAM eram uma ameaça duvidosa devido ao treino e prontidão. A maior ameaça era a artilharia antiaérea e mísseis portáteis (MANPADS) em locais altos como no Afeganistão soviético.
Com REVO da USAF chegando os Tomcat passaram a fazer patrulhas de combate aéreo (CAP) na fronteira do Paquistão como Afeganistão. Os Tomcat decolavam e recebiam 3 mil libras de combustível dos S-3. Na fronteira com o Afeganistão recebiam mais 3 mil libras dos KC-10 e faziam CAP por 5 horas. Ficavam nas CAP até o combustível atingir 8 mil libras e recebiam mais 12 mil libras para voltar para o CAP. No fim recebiam 10 mil libras e volta para o NAe. A estação ficava no sul do Afeganistão. Os AWACS e aeronaves REVO orbitariam na fronteira do Paquistão e Afeganistão. Uma vez uma CAP foi direcionada para um Mig-21, mas só atacariam se aproximasse.
Os F-14 também fizeram escolta para aeronaves de inteligência eletrônica RC-135 e EP-3. Depois fizeram ataque em "espelho" para testar o alcance e REVO das aeronaves se preparando para as futuras missões de ataque.
Os pilotos de F-15E que se preparam para ir para a OEF sabiam que precisariam de ajuda de FAC e treinaram muito antes. Os F-15E operavam com os F-16. Os F-16 tinham rádios VHF que os F-15E não tem e facilitou conversar com o controle de trafego aéreo. O F-15E usava mais o UHF mais usados para contatar o AWACS e FAC. A carga do F-15E geralmente era de 12 GBU-12 mas podiam levar também as Mk82.Operação Enduring Freedom
No dia 7 de outubro foi iniciado o ataque com 15 bombardeiros da USAF, 25 caças embarcados e 50 mísseis Tomahawk. Os primeiros alvos eram ameaças as aeronaves como bases aéreas e posições de defesa aérea. Foram realizados ataques simultâneos no leste e oeste.
Devido as limitações de combustível os Hornet atacavam alvos próximos ao Paquistão como a base aérea em Kandahar enquanto os F-14 atacavam alvos mais no centro e mais a oeste.
Um pacote liderado por dois F-14 era constituído por mais dois F/A-18, um EA-6B e dois B-1B atacaria a base aérea em Cabul. Os F-14 voaram a frente contra os Migs. Os pilotos afegãos não voavam a noite, mas era uma precaução. As regras de engajamento permitia que o Tomcat tudo que estivesse voando a frente, pois eram os primeiros no local e não havia aeronaves americanas no local. Só precisavam ficar checando as posições das aeronaves amigas no pacote. Os Tomcat também atacariam posições de mísseis SA-3 junto com os Tomahawk. Os F/A-18 atacariam com um míssil SLAM cada. O REVO foi feito com um KC-135 a 500 milhas de Cabul. A sonda estava vazando e as aeronaves receberam 3 mil libras de combustível ao invés de 8 mil como planejado. A aeronave também voltou para base e não teriam REVO na volta.
Os pilotos dos Tomcat viram as posições dos mísseis SA-3 sendo atingidas pelos Tomahawk com o NVG. Depois foi o ataque com os SLAM. Depois atacaram com duas GBU-12 cada que erraram os alvos. Os Tomcat foram depois para Jalalabad para apoiar os B-1B que voavam 35km atrás. Na volta a nova aeronave de REVO estava 400 milhas mais ao sul. As aeronaves passaram para o padrão ótimo de consumo a 40 mil pés.
Outra dupla de F-14 escoltou os B-1B contra a Base Aérea de Herat e depois atacaram instalações de comunicações em Farah com as Paveway. Os alvos estavam próximos da fronteira com o Irã.
Chegando na base os Tomcat viram um Mig-21 em alerta na pista com o LTS e decidiram atacar com uma Paveway. Logo depois a pista foi atingida pelas bombas dos B-1B. Os Tomcat depois atacaram o alvo em Farah mais ao sul. O alvo estava no meio da cidade e sobrevoaram o alvo para identificação positiva. A missão durou oito horas.
Para pousar os Tomcat precisavam de um mínimo de combustível de 2.800 libras de dia e 3.800 libras a noite. O "bring back" resultava em quatro GBU-12 de dia ou três a noite. O resto tinha que ser alijada. O Hornet voavam com as JDAM. O Tomcat pode levar duas GBU-24, mas pousa só com uma e por isso só levava uma. Era cara demais para alijar.
Outro pacote liderado pelos F-14 também atacaram posições de mísseis SA-3 em Cabul. Como o pacote anterior o alvo foi atacado primeiro pelos Tomahawk. Outro par de Tomcat atacou uma entrada de caverna de uma base do al Qaeda em Kandahar. O pacote usou a mesma rota do pacote anterior, ou seja, atacaria um centro de gravidade inimigo, com limitação de altitude do casulo para 25 mil pés, com pacote mínimo, e fizeram um reataque pré-planejado, na mesma rota. Era tudo que se diz para não fazer nos manuais.
Os estágios iniciais era para atritar a artilharia antiaérea, mísseis SAM e deixar as bases aéreas inoperáveis. A ameaça da artilharia antiaérea e MANPADS continuou, mas a altitude protegia os caças. O CAOC queria todos os caças afegãos no solo atingido e os pilotos não gostavam pois sabiam que não voavam há anos. As defesas aéreas eram poucas e nenhum jato alijou tanque externo em manobras evasivas. Os MANPADS foram disparados, mas sempre fora do envelope. A artilharia antiaérea também era sempre mais a baixa altitude. As tentativas de defesa só piorava a situação do Talibã que era logo atacado.
Os F-14 logo estavam escoltando os C-17 lançando ajuda humanitária. Era para apoiar a guerra psicológica e deixar bem claro que os EUA estavam atacando o Talebã e al Qaeda e não os afegãos. Os Tomcat usavam o radar para encontrar os C-17 chegando. Depois voavam órbitas em "8" acima das aeronaves voando a média e baixa altitude a 400km/h lançando panfletos e comida. Os Tomcat acompanhavam as aeronaves com o FLIR para baixo.
Os primeiros alvos fixos atacados foram instalações militares, campos de treinamento, cavernas e depósitos de suprimentos. Em poucos dias a lista de alvos fixos acabou e o foco das ações mudou de superioridade aérea para apoio as tropa em terra e "Time Sensitive Target" (TST). O território afegão foi dividido em 30 zonas de engajamento chamados de "kill box". Na fase terrestre precisariam de caças 24 horas por dia no país. Os NAes se concentraram em cobrir períodos de 12 horas.
Atacar alvos TST era outro tipo de missão. Era pessoal do Talebã e al Qaeda fugindo em veículos. Precisavam de identificação positiva do alvo e estimativa de dano colateral. O F-14 foi escolhido pois o casulo LTS era bem melhor que o Nite Hawk em cidades. Os alvos eram identificados por operadores da CIA, mas a aprovação durava horas. Os Predator da CIA já voavam no local desde o ano 2000 a partir do Uzbequistão.
Havia um S-3B para cada par de aeronave nas missões TST. Os S-3 eram lançadas 15 minutos antes e eram encontradas a 100-150 milhas de distancia. Cada um passa 4 mil libras de combustível para cada caça na fronteira com o Paquistão e voltava.
Os pilotos pediam para as aeronaves REVO desacelerar e descer e não faziam isso, forçando a usar o PC o que podia gastar mais combustível que recebia. Gostavam mais das aeronaves da RAF pois descia e desaceleravam. Carregados e voando alto a resposta dos turbofan era ruim acima de 25 mil pés.
Missões dos FAC(A)
O esquadrão VF-41 tinha oito pilotos de Tomcat qualificados como FAC(A). Eram necessários para conversar com os agentes da CIA e Forças Especiais em terra e ligar com aeronaves de ataque e observar a área do alvo ao redor. A US Navy só usa aeronaves biposto para FAC(A). A distância forçava o uso do F-14 que estava equipado para a missão e foi usado para missões TST. Os FAC(A) voam com Ala para proteção que podia ser um F-14 ou F/A-18. Se o FAC(A) desce a 15 mil pés o Ala olha ao redor dando cobertura enquanto o FAC(A) foca a atenção no alvo.
O F-14 era ótimo para FAC(A) e mostrou também ser bom para missões menos especializada de Strike Coordination And Reconnaissance - SCAR. A maioria das missões dos FAC(A) foi até de SCAR que não precisa de FAC(A) qualificado. Eram quatro tripulações FAC(A) por esquadrão (piloto e RIO). Eram tão importantes que os kill box sem FAC(A) eram logo fechados quando saiam para REVO.
Para missão SCAR faziam identificação positiva do alvo (PID) para os Hornet atacarem apoiando com o casulo LTS. Sem o LTS os Hornet teriam que voar mais baixo para identificação positiva com o Nite hawk menos potente. O Tomcat também tinha um bom dispaly com tela grande para melhorar a definição. A designação FAC(A) é usada apenas quando as tropas estão em contato e controlando caças. Para SCAR é mais tática de kill box. Controlado por AWACS dizendo para qual kill box ir. Na SCAR eram enviados um par de F-14 e um Prowler sendo ajudados por dois ou quatro caças que pode ser os F-14, F/A-8, F-15E ou F-16.
Os F-14 atuando como FAC(A) eram equipados com quatro bombas GBU-12 (quadbomber) e as escoltas com duas GBU-16. Cinco aeronaves em cada esquadrão eram designadas para atuar com plataforma FAC(A). Os dedicados para ataque eram sempre armados com duas bombas (dualbomber). Mais para o fim das operações os F-14 passaram a levar duas bombas burras e duas Paveway para poder alijar as bombas burras e poder pousar nos NAes. Passara a usar bombas burras para reconhecimento pelo fogo e marcar alvos para as Paveway.
Um FAC(A) apoiou o disparo de 16 mísseis Maverick Laser e algumas Paveway que esqueceu que não disparou um das quatro GBU-12. Os FAC(A) gostavam dos Maverick Laser pois podiam ver facilmente o disparo, os Hornet logo iam embora, e podiam mudar de alvo rápido com míssil em vôo pois sempre atingia o alvo com grande precisão. As Paveway não tinham toda esta flexibilidade.
Alguns esquadrões do USMC não se importavam de ter suas bombas designadas por outras aeronaves. Já a maioria dos pilotos da US Navy queria sempre designar suas próprias bombas. Alguns pilotos acham inaceitável outro guiar suas próprias armas. Os pilotos dos Marines sempre levavam um rastreador laser LST para apoiar a missão.
Guerra Terrestre
As primeiras equipes de Forças Especiais foram inseridas no dia 19 de outubro. A inserção antes foi difícil devido a meteorologia, falta de apoio de vizinhos e dificuldades logísticas.
Os planos iniciais se baseavam na inserção de 200 operadores das Forças Especiais para iniciar e manter o avanço junto com a guerrilha local. As Forças Especiais tinham que criar inicialmente uma relação com as tropas em terra e precisaram de dinheiro para isso pois logo viram que estavam mais para mercenários que para soldados.
Durante a Guerra Civil anterior os combates eram no estilo da guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial. As posições do Talebã ficavam de um lado, sendo bem marcadas nas montanhas, e a da Aliança do Norte no outro lado.
Tropas da Task Force Sword foi a primeira a inserir a partir da base aérea de Jacobabad no Paquistão. A Equipe A-Team 555 com foi inserida por dois MH-53J no norte de Cabul. A TF Dagger atuava a partir do Uzbequistão. No fim de outubro eram quatro equipes inseridas com um total de 78 membros apoiados por operadores da CIA das equipes Alpha, Echo e Jawbreaker. Operadores do SAS/SBS e SASS também participaram.
No pais as Forças Especiais se moviam com apoio de helicópteros Mi-8. Os caças foram proibidos de engajar helicópteros por isso. Mesmo assim foi quase engajado em algumas ocasiões.
Um dos primeiros alvos das Forças Especiais, atacado no dia 19 de outubro, foi a base de Mullah Ommar próximo a Kandahar. O pacote incluía helicópteros de assalto, helicópteros de ataque, dois AC-130 e aeronaves para CAS e FAC(A) em órbitas próximas. As equipes do A-Team 555 seriam inseridas a noite com apoio dos helicópteros e AC-130. Os caças cobririam ameaças ao redor.
Havia vários FAC em terra em Forças Especiais qualificados como FAC na equipe. Os F-14 atuando como FAC(A) dariam cobertura e forneceriam uma visão geral da situação. Blindados Shilka atacaram de fora da base e os FAC(A) viram o AC-130 destruí-lo rapidamente. Foram vários pedidos de FAC em terra, mas o FAC(A) só atacava alvo bem descrito. Um foi uma torre de vigilância atacada com um Maverick Laser de um Hornet. O LMAV era bom nesta situação pois sobe depois do disparo e não vai para a área do alvo se perde o designador laser. Outra torres também foram destruídas da mesma forma. Outras tropas vindas de fora também foram atacadas pelos helicópteros de ataque, AC-130 e caças. O F-14 FAC(A) estava equipada com bombas em cacho CEM e não disparou na missão. Depois disparou em alvo fixo sendo as duas únicas CBU disparadas na guerra. As Forças Especiais terminaram o trabalho e voltara para os helicópteros.
No fim do mês a Aliança do Norte estava pronta para avançar para Kunduz, Mazar-e-Sharif e Taloqan. Depois avançariam para a base aérea de Bagran próxima a Cabul. As aeronaves táticas passaram a fazer XCAS ou CAS imediato. Era possível dividindo o tempo no "Vul" e destinando aeronaves para cobrir todos os Vul .
No dia 5 de novembro um F-14 disparou o canhão contra alvo em terra em Mazar-e-Sharif pela primeira vez. Atacaram alvos e voltavam quando a posição das Forças Especiais foi atacada por tropas a cavalos e veículos. Os F-14 voltaram e pediram autorização para mergulhar. Logo descarregaram os canhões permitindo a retração das tropas.
Na batalha de Tarin Kowt um F-14 atuando como FAC(A) controlou 30 ataques de bombas Paveway, Mk83 e canhão. O FAC(A) teve que metralhar pois os caças estavam 10 minutos de distância e já tinha disparado as próprias bombas. As aeronaves REVO se aproximaram para auxiliar. Uma equipe das Forças especiais estava ameaçada por cerca de 40 veículos indo para a cidade e o apoio aéreo as salvou.
Um AC-130 também marcou um alvo com tiro de fumaça de 105mm para caças atacarem uma entrada de caverna. Fez isso a distância. As tropas saíram da caverna como formigas e foram atacadas depois com bombas guiadas a laser controladas pelo F-14 FAC(A).
Depois do fim da operação os Tomcat passaram a usar o casulo LTS para acompanhar as Forças Especiais limpando as cidades.
O conflito no Afeganistão foi a primeira vez que os B-52H realizaram missões de CAS atuando junto com FAC em terra. Na primeira missão de CAS dos B-52 era ataque em massa e fez varias passadas com alvos múltiplos. Nos dois primeiros dias foram seis saídas de B-52 e seis de B-1B. Depois foram quatro saídas sustentado de cada. No fim de outubro chegaram mais dois B-52H e o número de saídas chegou a 10 por dia apoiando as missões de XCAS (on-call CAS). O armamento era 12 bombas JDAM ou 16 WMCD externamente e 27 Mk82 internamente. Os alvos eram passados por comunicação por satélite.
Os bombardeiros saiam da base de Diego Garcia no oceano Indico para voar por 5 horas sobre o Afeganistão sem alvo pré-determinado. Os alvos eram passados pelo FAC por satélite para o CAOC e depois para o B-52. O Predator passou a posição de alguns alvos. No local usavam o rádio ARC-210 para falar com o FAC em terra. Em missões que voavam acima do FAC tinham que voar 30 milhas e voltar 180 graus para poder disparar as JDAM.
No dia 5 de dezembro ocorreu um episódio de fogo amigo. O comandante da equipe ODA 574 estava contatando um FAC(A) em um F/A-18D quando acabou a bateria do GPS. Após o GPS ligar passou as coordenadas para o B-52, mas era da sua posição e não percebeu na hora que não era mais as coordenadas do alvo que tinha calculado. Foram três mortos e vários feridos pela bomba JDAM disparada.
O código de rádio de fogo amigo é "check fire" três fezes. Caso ocorra as tropas em terra chamam no rádio em canal adequado e os AWACS espalhava para as aeronaves. Logo todas param de atacar para evitar novo fogo amigo até o local do erro for identificado.
FAC em Terra
As Forças de Operações Especiais da USAF não são "puxadores de gatilho" como os das outras forças. Trabalham mais escondidos, abaixo do radar, como os Pararescueman, Meteorologistas de combate e Controladores Aéreos de Combate (CTT). No Afeganistão um FAC da USAF (CTT) foi adicionado em cada equipe de 12 tropas das Forças Especiais (Destacamento A). Estes FAC terrestres controlaram 85% dos ataque aéreos na operação Enduring Freedom.
As tropas em terra foram usadas para apoiar as operações aéreas e não o contrário. Atuando junto com a Aliança do Norte as Forças Especiais forçavam o inimigo a revelar sua localização pela força e eram forçadas a manobrar, acabavam se expondo em lugar aberto. A tarefa da força de manobra passou a ser encontrar o inimigo, localizar e encontrar os pontos mais vulneráveis, observar, separar civis de militares que escondam o alvo real. O Talibã foi colocado na defensiva. Ao se movimentarem ou dispararem suas armas, as posições destruídas após serem identificadas.
Foi uma repetição do conceito de operação soviética de sistema de reconhecimento e ataque. Este novo conceito suplementa e até substitui teorias militares tradicionais, que enfatizam o controle do terreno como sendo o nível mais crítico na guerra. O elemento chave não seria a plataforma ou localização física, mas a capacidade de obter informações de alvo e passar para os meios de ataque de precisão.
Os FAC infiltravam na região, detectava alvos e controlavam os ataques. Sabiam as capacidades dos mísseis SAM, treinaram para apoiar missões de apoio aéreo e sabiam escolher as armas para cada alvo.
A fase de ataques estratégicos foi bem rápida e logo virou a guerra dos FAC. Os FAC se moviam entre vários postos de observação furtivamente e contatavam os alvos. Os alvos eram comboios, concentrações de tropas, centros de comando e posições artilharia antiaérea. Usavam designadores lasers portáteis e determinavam as coordenadas dos alvos com auxilio do GPS.
Depois faziam um plano de ataque e toda noite preparavam uma lista de 5 a 20 alvos sugeridos e transmitidos para o centro de comando. Quase todos eram aceitos. Também podiam receber coordenadas de alvos para conferir. Um FAC cita ter indicado cerca de 500 alvos durante a operação.
Ouvindo o Talibã e al Qaeda conversando no rádio podiam saber a efetividade das munições guiadas. As transmissões mostravam que nem sabiam o que estava acontecendo. A reação do inimigo foi se esconderam mais, criarem alvos falsos e bem camuflados.
Os FAC se moviam a cavalo e os suprimentos eram limitados. Usavam laptop para upload e download dos dados de inteligência. O GPS era crucial. Com muitos eletrônicos tiveram que usar muitas baterias. As vezes indicavam as coordenadas dos alvos logo após receberem os suprimentos de baterias por pára-quedas. A coordenação geral não foi considerada boa.
As Forças Especiais pediam CAS via o ACE (Air Controller Element) que ficava no Afeganistão. O ACE contatava o SOLE (Special Operation Liasion Element) no CAOC. O SOLE conversa com o diretor local que liga para o AWACS que vetora caças para a equipe que pediu CAS. As vezes o FAC conversava direto com as aeronaves táticas, mas nem sempre funciona. Os FAC usavam rádios multibanda digital AN/PRC-117F .
A capacidade dos FAC das Forças Especiais variava de local. Em Kandarar eram bons, e em Mazar-e-Sharif e Bagran eram considerados ruins. Descreviam o alvo como viam em terra, levando muito tempo no solo, ao invés de imaginar como seria do alto. O problema era a demora e a autonomia das aeronaves. Os Hornet sofria mais. Os FAC(A) nos tomavam a frente e chamavam os Hornet do REVO quando estava tudo resolvido.
Os FAC em terra não usavam muito terminologia técnica. Era na base do "ei, precisamos de bombas aqui". Os FAC em terra usaram lança-granadas M-203 com fumaça para marcar alvos.
![]()
Um CTT da USAF operando no Afeganistão.
![]()
Um operador da CIA atuando como FAC no Afeganistão. A direita está o designador laser SOFLAM.
![]()
Uma equipe FAC vigia uma represa a procura de alvos de valor.
Operação Anaconda
Em fevereiro de 2002 os EUA pensava que o al Qaeda ainda estava no vale de Shah-i-Kot. Planejaram o envio de 2.000 tropas da 10a Divisão de Montanha e 101 Airborne, chamada de TF Mountain, e tropas afegãs contra cerca de 1.000 guerrilheiros do al Qaeda e Talebã na operação Anaconda.
A operação foi planejada para durar 72 horas, mas durou 2 semanas. Custou a vida de oito Forças Especiais, vários soldados afegãos e 80 feridos. A força inimiga foi subestimada. Eram experientes incluindo veteranos chechênos, estavam bem armados com morteiros, metralhadoras pesadas e fuzis de snipers. Estavam em posições bem camufladas, com boas provisões e boas comunicações. Tinham até óculos de visão noturna de última geração. Os americanos venceram no final, mas graças ao grande poder aéreo. Inicialmente planejaram só usar os helicópteros Apache. Não haveria apoio de artilharia devido ao terreno e as distâncias. Os esquadrões da USAF e US Navy nem saibam da operação desta escala. Só desconfiaram após o US Army pedir para realizar vários vôos de reconhecimento com o F-14/TARPS.
![]()
Imagem do vale de Shah-i-Kot. A operação terminou no dia 16 de março sem mais inimigos no local.A operação foi planejada para iniciar no dia 28 de fevereiro, mas o mau tempo forçou o adiamento para 2 de março. Levou dois dias para os esquadrões de caça saberem o que estava acontecendo em terra, como determinar as posições das tropas amigas.
Logo na inserção com os helicópteros CH-47 as tropas receberam fogo de metralhadora pesada e morteiros. Oito Apaches fariam a escolta, mas só cinco decolaram. Logo foram atingidos e pousaram com problemas não podendo voltar mais. Os FAC em terra logo passaram a chamar CAS e o CAOC passou a preparar os planos.
Os FAC(A) tiveram papel importante na Operação Anaconda. Antes cada kill box de 30x30 milhas tinha um FAC. Agora eram mais de 30 FAC em uma área de 8x8 milhas. Sem um plano prévio os FAC(A) tiveram que tomar a frente e organizar as operações no ar. Os caças checam com o "bossman" no AWACS e repassa para depois passar a frequência de rádio dos FAC(A). Os FAC(A) geralmente faziam desconflito lateral ou vertical. Podiam atuar com duas esquadrilhas/divisões no local. A primeira divisão checa e outra espera a 45 minutos atrás e se alternam entre o alvo e REVO para manter sempre 2-4 aeronaves sobre o alvo. Geralmente era um par de F-14 e um par de F/A-18. Os F/A-18 estavam equipados com as JDAM e LMAV e os F-14 com bombas Paveway e bombas burras dando flexibilidade para escolher armas e casar com alvos. Os B-52 voaram cinco missões por dia durante a operação.
Um EP-3E com um membro das Força Especiais usou sensores para detectar posições de morteiros e passava as coordenadas para os FAC(A) nos F-14. A descrição era bem detalhada. Também havia um Predator e um B-1B no local. Os EP-3 ficavam bem alto e fora do vale enquanto o Predator bem baixo a 3 mil metros. Os B-1B podiam marcar as posições com as JDAM.
No dia 4 de março foi o dia da inserção em Takur Ghar. As tropas iam para o objetivo Ginger, no topo de uma montanha com visão de todo o vale, mas havia uma casamata bem camuflada no local e atingiram o MH-47E logo após pousar. A aeronave decolou e logo perceberam que ficou um operador dos SEAL para trás. Logo uma equipe dos Ranger de alerta de reação rápida decolaram em dois MH-47E para o resgate. Um MH-47E foi logo derrubado ao pousar por um RPG-7 e metralhadoras e quatro tropas foram mortos e outros ficaram feridos. A aeronave caiu a 150 metros da casamata. O FAC no local, código Slick 01, controlou 30 operações de CAS durante o resgate. O FAC em terra era um Seal com código Mako 360 e não era qualificado como FAC. Usava o helicóptero derrubado como referência.
![]()
Um F/A-18 em uma missão de CAS durante a operação Anaconda. A aeronave está armada com uma JDAM e uma Paveway.
Depois da Operação Anaconda a ação em terra ficou mais esparsa. Os FAC(A) continuaram atuando muito com os FAC em terra e apoiando os B-1 e B-52. O CAOC queria sempre um FAC(A) no ar continuamente. Os F-14 voaram a noite e os A-10 de Bagran de dia. Em janeiro de 2002 os AV-8B Harrier do USMC passaram a operar em bases no país. Em janeiro as regras de engajamento também mudaram e todas as aeronaves tiveram que receber um casulo FLIR para identificação positiva dos alvos incluindo os B-52.
Além do B-1 e B-52 os FAC(A) também passaram a apoiar os F/A-18D e A-10 baseados na base aérea de Manas no Kirquistão, os P-3C em Omã, e os F-15E e F-16 em al Udeit. Os caças passaram a fazer mais mostra de força com passagem baixa que disparo de armas.
As equipes de Forças Especiais eram difíceis de serem acompanhadas pelos FAC(A) no terreno montanhoso. As vezes tinham que subir os picos para se comunicar com os caças. Os caça podiam perder o contato fácil se ir para o lado errado da montanha. O pilotos raramente viam as tropas em terra com binóculos ou LTS. Mesmo sem muita visualização ajudavam a varrer a área a frente das tropas por conhecer posição geral.
Próxima Parte: FAC na Iraq Freedom
2008 ©Sistemas de Armas
Site criado e mantido por Fábio Morais Castro
Opinião
Assine o Livro de Visitas
Leia o Livro de Visitas
Fórum - Dê a sua opinião sobre os assuntos mostrados no Sistemas de Armas
Assine a lista para receber informações sobre atualizações e participar das discussões enviando um email
em branco para sistemasarmas-subscribe@yahoogrupos.com.br