IRST - Infrared Search and Track Quatro caças F-16 noruegueses estão atravessando o céu das Ilhas Lofoten, após decolarem para atenderem a um chamado de interceptação contra alvos indo em direção à Base Aérea de Andoya. Os F-16 foram equipados com um IRST AN/AAS-42.
Voando abaixo do nível de formação de trilhas de condensação (30 mil pés), os pilotos noruegueses logo detectaram os seis "alvos". Eram caças Su-27 aproximando-se de frente na mesma altitude, voando um padrão de varredura de caças tipo "parede de Flanker" e projetando seu grande envelope de busca radar à frente. Presumivelmente, um grupo de ataque viria logo atrás.
Os F-16 estavam com seus radares desligados e reduziram a potência do motor para não serem vistos pelos IRST dos Su-27, que suspeita-se operarem na banda 3-5 m, otimizados para detectar assinaturas de pós-combustores. Como o sensor AN/AAS-42, que funciona na banda 8-12 µm detecta a assinatura de fricção do ar na fuselagem, os F-16 foram capazes de detectar e classificar a aproximação dos Su-27 antes de serem detectados. Os noruegueses realizaram uma emboscada furtiva e derrotaram os Su-27 com disparos de AMRAAM no alcance máximo.
Esta demostração gráfica do potencial oferecido por caças equipados com IRST foi feita pela Lockheed Martin Tactical Aircraft Systems in Fort Worth, Texas, em cenários ar-ar simulados. O desempenho cada vez maior dos sensores de imagem térmica tem permitido que os IRST rivalizem com o radar como o sensor de escolha para muitas aplicações ar-ar em caças e aeronaves de vigilância.
Ver o que não pode ser visto é característico da guerra moderna. As armas atuais conseguem destruir alvos facilmente, no ar ou terra, após detectados e identificados. O ideal é detectar e localizar inimigo sem ser detectado no processo. Embora radar seja um sensor efetivo, sua fraqueza fundamental é precisar de iluminar o alvo com energia. Quando faz isso será identificado e denunciará sua posição e ainda pode ser jammeado. Sensores eletroóticos e por calor não tem estas deficientes por serem passivos.
O primeiro FLIR foi usado em 1967 durante o a Guerra no Vietnã. Mostrou ser um sucesso com o calor das tropas e equipamentos inimigos denunciando sua posição com o calor emitido. O FLIR (Forward Looking InfraRed) virou termo genérico para um grande conjunto de equipamentos de imagem de calor. O primeiro FLIR apareceu em 1964 produzido pela Texas Instruments usando experiência usada nos primeiros varredores IR lineares de casulos de reconhecimento.O IRST, ou Sistemas de Busca e Rastreio Infra-Vermelho (Infrared Search and Track) é um sensor passivo, que usa a fonte de calor emitida pelo alvo para gerar dados para o sistema de armas de uma aeronave (ou outra plataforma como navio ou bateria antiaérea).
A operação passiva dos IRST tem a vantagem da ocultação. A vantagem de formar imagem de alta resolução também ajuda na identificação visual (VID) a longa distância. A perda de precisão na informação de alcance pode ser parcialmente superada com a integração de um telêmetro laser ou com um radar laser (LADAR).
O uso de sensores que detectam calor para busca de alvos por aeronaves de combate é tão
antigo quanto o uso desses sensores para guiagem de mísseis. Os primeiros modelos tinham desempenho limitado, pois não formavam imagem do alvo. Aeronaves da USAF da década de 50 e 60 como o F-101B Voodoo, F-102 Dagger, F-104 Starfighter, F-106 Delta Dart, F-8 Crusader e F-4B Phantom já eram equipadas com esses sensores, mas com pouca utilidade prática.
Os IRST eram instalados principalmente em interceptadores cujos alvos eram bombardeiros Bear e Bison com grande assinatura IR voando a grande altitude em céu claro e em um cenário frio no norte do Cadaná. Também podiam ser usados para apontar mísseis guiados por calor como o Sidewinder e Falcon. Por atuar de forma passiva o IRST daria pouco alerta ao alvo e não poderia jammear o radar. Os bombardeiros soviéticos tinham interferidores potentes na época.
Os IRST da USAF foram adotados pela US Navy nos F-4B como sensor AAA-4 IRST montado no nariz para apontar o AIM-9B. Foram retirados nas versões posteriores usadas para superioridade aérea e ataque.
O F-4C era equipado com um detetor IR Hughes S-71N (AN/AAR-4) sob o radome do radar, mas que foi subsituído por uma antena de alerta radar nos modelos F-4D. O JAS-35F Draken sueco também foi equipado com o AAR-4 na década de 60.
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Um sensor IR AAS-15 foi instalado na maioria dos F8U-2N Crusader a partir de 1960, aparecendo como um chifre à frente do cockpit da aeronave.
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Os russos tem uma história mais longa e consistente de uso de IRST. Os russos copiaram os IRST americanos e instalaram nos seus Mig-25 e Mig-23 de defesa aérea a partir da década de 60. O Mig-23 tinha um buscador de calor TP-23, TP-23-1 ou TP-23M (Mig-23ML) sob o nariz capaz de detectar um F-16 ou similar a 35-40 km ou um TP-26 apontado para trás com alcance de 60 km. Os dados são mostrados no HUD. O TP-26 é usado para apontar mísseis R-60 e R-23T. O Mig-23P com computador digital e datalink Lazur-23SML tinha capacidade de interceptação completamente autônoma no inicio da década de 80.
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O primeiro IRST do J-35A do Draken era muito inefetivo e de curto alcance e difere bastante em formato nas versões posteriores usados no J-35F. O sensor era fabricado pela Hughes e tinha alcance de 25km. Era apropriado para as regiões geladas dos países nórdicos.
Os primeiros modelos do F-14 Tomcat eram equipados com um detetor IR AN/ALR-23 móvel sob o nariz, que podia ser apontado pelo radar ou usado independentemente para varrer áreas não vigiadas pelo radar. O detetor de Antimoniato de índio era resfriado por um sistema de criogênio de ciclo Stirling autônomo. Na prática, o AN/ALR-23 era inefetivo, e foi substituído pelo Northrop AN/AXX-1 Television Camera Set (TCS).
Os pilotos do F-14 Bombcat perceberam que o FLIR do sensor LANTIRN era mais eficiente para checar alvos a longa distância que o TCS. O FLIR tem zoom de 4, 10 e 20 vezes e pode ser apontado 150 graus fora do eixo da aeronave. Com o datalink FTI, a imagem do FLIR pode ser transmitida a longa distância junto com imagens do casulo de reconhecimento TARPS e do TCS.
Os primeiros IRST eram simplesmente câmeras FLIR com um simples sistema de rastreio e pontaria. Os projetos recentes têm maior capacidade, incluindo um grande volume de busca, aquisição autônoma de alvos distântes, rastreio acurado de alvos múltiplos, taxa de aviso de alvos falsos muito baixo em todas as condições, estimação de distância passiva, qualidade de imagem similar às câmeras de TV de alta definição, e integração com outros sensores e armas de bordo.
A capacidade do IRST varia de acordo com a freqüência de operação. Por exemplo, operando na banda de 2 microns o sensor só detectará exatores de foguete, pós-combustor e a cavidade da turbina. Na banda de 4 microns detecta o já citado e partes quentes da fuselagem e na banda de 8 microns para todos os citados e até a turbulência.
A diferença entre um FLIR e um IRST é que o último mostra dados de fontes de calor no mesmo formato de uma tela de radar podendo informar a distância também se estiver usando um telemetro laser ou por estimativa. O FLIR é um sensor de calor que forma imagens a frente para serem mostradas ao piloto e com uso em navegação e aquisição de alvos num FOV estreito. Os IRST atuais são capazes de formar imagens de alta resolução podendo ser usados para aquisição com um FOV estreito e para identificação visual.
Os IRST atuais usam tecnologia de arranjo de foco plano (FPA - Focal Plane Arrays) que são várias câmeras de imagem térmica formando um conjunto único. O sistema é mais leve, menor, precisa de menos resfriamento, é mais confiável e, potencialmente, mais barato que os sistemas eletromecânicos antigos.
Imagens de um mostrador de radar do F-8 Crusader mostrando as imagens do IRST.
O ASRAAM e AIM-9X foram os primeiros mísseis ar-ar a empregarem a tecnologia de FPA em um arranjo de 128 x 128 sensores. As imagens de onda longa com sensores de HgCdTe prometem aumentar o alcance de detecção. Para aplicações de ondas curtas, os arranjos de PtSi são outra alternativa. A cabeça de busca dos mísseis guiados por IIR atuais podem formar uma imagem do alvo. O míssil francês MICA pode ter seu sensor de busca usado como IRST sob comando da mira do capacete do piloto ou do radar.
Os principais requerimentos para os IRST de caças são:
- Busca e rastreio automático da assinatura IR de aeronaves em vôo a longa distância em um grande campo de visão e em todos os aspectos (olhando para cima, para baixo, mesma altitude
e contra ruído de fundo).- Capacidade e assistência no engajamento de alvos múltiplos simultâneos e no lançamento de armas em um ambiente de contramedidas eletrônicas pesado.
- Saída de dados para fusão de sensores, para aumentar a segurança e confiança, melhorar a detecção, reduzir ambiguidade, e melhorar o desempenho de radar, armas e sistemas de guerra eletrônica.
- Mostrar imagens de alta resolução para identificação visual (VID) de alvos ao piloto.
- Ter um modo de auxílio a pouso noturno e condições de tempo adversas.
- Ter um modo de navegação e evitamento de terreno.
- Ter um modo ar-terra para localização e designação de alvos olhando para baixo.
- Mostrar informações relevantes e vídeo para apresentação no HUD, HMD e HDD.
- Sensor auxiliar em caso do radar estar sofrendo interferência.
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Um FLIR de Terceira Geração mostrando um C-141 taxiando a 20 km de distância.O desempenho de um IRST depende de uma combinação de fatores. O número máximo de alvos que podem ser rastreados, simultaneamente, está diretamente relacionado com a capacidade de processamento. Embora o número real de alvos verdadeiros no campo de visão do sensor possa ser bem pequeno, uma grande capacidade de processamento é necessária para assegurar que ela não será cancelada na presença de "clutter", como margens de nuvens. Em cada caso, a precisão do rastreio deve ser otimizada para apoiar funções como trancamento de cabeça de busca de mísseis ou fusão de sensores.
O alcance de detecção é a distância em que a assinatura do alvo excede um certo limiar, que é normalmente determinado como 90-95 % da probabilidade de detecção. Alguns IRST constroem uma história de rastreio, usando associações entre várias detecções, antes de declarar o resultado ao sistema de armas. Esta "declaração de alcance" deve ser a maior possível para preparar a resposta na forma de lançamento de armas, lançamento de contramedidas ou manobras de escape.
O campo de visão (Field Of Vision - FOV) que o usuário selecionou no campo de visão total (Field Of Regard - FOR) do IRST depende das circunstâncias. Para uma cobertura máxima, o FOV deve ocupar todo o FOR. Com um valor menor pode-se reduzir o tempo para completar uma varredura, com uma maior taxa de atualização. Outra alternativa é permitir o uso de tempo de integração maior no detetor, com um maior alcance contra um certo alvo. O objetivo é ter uma taxa de alarme falso de menos de cinco por hora em um FOV de 30 x 50 graus.
Os IRST são passivos mas podem ser detectados com varredura laser que detectam o brilho do filtro IR do sensor. Se o IRST tiver um telemetro laser suas emissões podem ser detectado por um sistema de alerta laser (Laser Warning Receiver - LWR). Os sensores infravermelhos são passivos mas podem ser jameados com um laser potente que satura o sensor e pode até queimá-lo.
Os russos tem a tendência de usar telêmetros laser como arma antipessoal, para danificar o olhos humano e sensores óticos mais simples. A USAF testou esta capacidade no programa Compass Hammer propondo um traqueador ótico capaz de detectar o brilho do disparo de canhão e direcionar um potente laser verde para a fonte para cegar o artilheiro e o sistema de controle de tiro. A Westinghouse projetou o casulo Advanced Optical CounterMeasures testado no meio da década de 80 para equipar os B-52 mas não entrou em serviço. A contramedida contra os laser é usar óculos com várias camadas de filtro de vários comprimentos de ondas especificas. O óculos tem que ser usado de forma continua pois o laser visível e invisível não dão alerta.
TISEO
Um sistema eletroótico usado no fim do conflito do Vietnã foi as TV telescópicas estabilizadas. Um dos motivos foi a necessidade de identificar aeronaves visualmente antes de disparar armas. As aeronaves americanas eram grandes e ficavam em desvantagem contra pequenos migs vietnamitas e ainda eram fumaçentos. A próxima geração era ainda maior com o F-14 e F-15 sendo maior que o F-4. Os americanos ficaram na situação ridícula de usarem sistemas de armas de longo alcance e serem forçados a combater a curta distância. A TV telescópica reverteu esta situação permitindo a identificação visual além da visão humana.
A primeira câmera de TV telescópica estabilizada a entrar em operação foi a AN/ASX-1 Target Identification Set Electro-Optical (TISEO) da Northrop. O TISEO foi resultado do programa Rivet Haste durante o conflito do Vietnã. O TISEO entrou serviço na década de 70 na USAF, inicialmente no F-4E e depois seria instalado no F-15 mas foi cancelado.
A instalação do TISEO no F-15 foi abandonado em 1972. Em 1987 foi iniciado um projeto semelhante chamado "Eagle Eye III" com um sensor que seria montado na raiz da asa esquerda no mesmo local preparado para levar o TISEO. O sensor teria 40cm de comprimento e 10cm de diâmetro. As imagens de TV seriam mostradas na tela de radar. O sensor foi cancelado por falta de fundos e alguns caças passaram a levar lunetas Leopold acoplada na estrutura do HUD.
O TISEO foi instalado nos últimos F-4E de produção e retrofitado nos modelos mais antigos. As imagens são mostradas na tela de radar do WSO. O TISEO pode ser apontado pelo radar APQ-120 e com uma modernização podia ser apontada pelo sistema de navegação para apontar em pontos no solo. Foi empregado no fim do conflito do Vietnã com sucesso. Os F-4E iranianos equipados com o TISEO usavam o Combate Tree e o TISEO para detectar, identificar e atacar os Mig-21 iraquianos a longa distância com mísseis Sparrow.
Em testes no deserto, as táticas de penetração dos F-111 foram questionadas depois que estas aeronaves eram facilmente detectadas, identificadas e “derrubadas” a longa distância por migs simulados por caças F-4E equipados com o TISEO.
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O TISEO é instalado na raiz da asa esquerda do F-4E.
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Foto de uma imagem de um TISEO feita a partir de um F-4E iraniano mostrando um Mig-23 iraquiano no momento em que um AIM-54 Phoenix detona ao seu lado. O combate ocorreu em 25 de setembro de 1980 com o míssil sendo disparado pelo Major Naghdi. O F-14A estava voando a 6.000 metros e a 8km do Mig-23 quando o Phoenix foi disparado com o Mig se aproximando e manobrando violentamente. No mesmo combate um Phantom II derrubou um Mig-23 com um Sparrow disparado a 5km de distância. Os pilotos iranianos gostavam do TISEO do F-4E com excelentes resultado e esperavam receber o AN/AX-1 TCS nos seus F-14 mas a revolução impediu a instalação que seria feita após as aeronaves serem recebidas.
AN/AXX-1 Television Camera Set (TCS)
O TISEO foi modificado pela US Navy como TVSU (Television Sight Unit) e testado entre 1977 a 1978 com grande sucesso. A Northrop foi contratada para adapta-lo para uso naval e virou o AN/AXX-1 Television Camera Set (TCS).
O TVSU foi usado na segunda fase dos exercícios ACEVAL e mostrou a importância do TVSU que equipava os F-14 em 185 mísseis disparados eletronicamente. O TVSU permitiu a identificação visual a longa distancia em 175 destes disparos. Os primeiro TCS foram incorporados nos F-14 Block 125 no início da década de 80.
O TCS consiste de uma câmera de TV estabilizada de alta resolução de campo de visão (FOV) largo de 1,42 graus para busca e outro com zoom de 0,44 graus para identificação de alvos. As imagens aparecem logo acima da tela de radar do piloto e no painel do WSO. O TCS varre uma área 15 graus para cada lado do eixo da aeronave podendo ser apontado pelo radar (AWG-9 ou APG-71), pelo IRST do F-14D, de forma independente ou manualmente pelo WSO. Os eletrônicos têm algoritmo para acompanhamento automático do alvo o que aumenta a capacidade de contra contramedidas eletrônicas do radar que não vai se desviar do alvo. Aeronaves fazendo manobras "bemaning" são acompanhados facilmente.
O TCS é usado para localizar um inimigo visualmente a longa distância e identificá-lo, evitando fogo amigo. O TCS permite inspecionar alvos a longa distância antes de engajar, pelo menos de dia e com bom tempo. O TCS não tem o alcance do radar, mas ajuda em muito na identificação o que é importante quando as regras de engajamento especifica que é necessário identificar visualmente o alvo antes de disparar. O TCS permite ganhar segundos cruciais no combate. O TCS, e o TISEO, permite identificar um caça F-5 a cerca de 18km, um C-130 a 60km, um F-111 a 70km, um DC-10 a 135km.
Um exemplo prático do uso do TCS é o uso do radar AWG-9 para detectar um Tu-22 Backfire e aponta o TCS com o radar. A aeronave é identificada a longa distância e o F-14 inicia o ataque com mísseis Sparrow iluminando o alvo com o radar. O Tu-22 reage com seus potentes interferidores e o radar do F-14 perde o traqueamento do alvo, mas o TCS ainda mantém o radar apontado para alvo e continua iluminando o alvo corretamente com um feixe estreito de radar.
O TCS também é usado para avaliação de incursão, contra alvos voando muito perto, e depois do ataque serve para avaliação dos danos de batalha.
Dependendo das regras de engajamento o TCS permite fazer identificação visual a uma distância 3-7 vezes maior que o alcance visual. Ao acompanhar o alvo o piloto pode observar se esta fazendo manobras ofensivas e defensivas, ou se está disparando mísseis. As imagens são gravadas para analise pós vôo.
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O TCS usa duas TV vindicon, uma com zoom estreito e outra com zoom largo.
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O TCS é formado por dois Weapon Replaceable Assemblies (WRA), o telescópico e a caixa preta com eletrônicos. As duas câmeras ficam em uma montagem móvel com o campo de visão de 30 graus centrado no eixo da aeronave. O sensor move a 30 graus por segundo e estabilizada a 150 graus por segundos.
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No F-14D o TCS foi instalado junto com o IRST. Originalmente o F-14A tinha o conjunto de detecção infravermelho AN/ALR-23 no local do TCS mas mostrou ser pouco confiável e foi substituído pelo TCS. O ALR-23 tinha alcance limitado, com dados de pouca qualidade e detectava fontes de calor falsas. A tecnologia dos IRST melhorou com aumento da confiabilidade e maior alcance.
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Detalhes da imagem do TCS com um F-14 como alvo.
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Imagem do TCS durante um combate contra um Mig-23 líbio no Golfo de Sidra em 4 de janeiro de 1989. O TCS é um sistema de aumento visual que permite identificar um caça pelo tipo a cerca de 24km.
PIRATE
Os projetos de IRST europeus, fora os sistemas russos, foram liderados pelo consórcio EUROFIRST liderado pela Thales Optronics do Reino Unido (ex Pilkington-Thorn Optronics), FIAR (Itália) e TECNOBIT (Espanha). A equipe está desenvolvendo o IRST PIRATE (Passive Infra-Red Airborne Track Equipment) como complemento do radar do Eurofighter Typhoon, através de um contrato assinado em 1992. A Thales é responsável pela autoridade técnica e software, a FIAR é responsável pelo gerenciamento do programa e contrados além da integração e qualificação e a Tecnobit é responsável pelo apoio logístico.
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O PIRATE é instalado no lado esquerdo do Eurofighter Typhoon a frente da cabine. O PIRATE é integrado com o AIS (Attack and Identification System) do Eurofighter.
O sistema é refrigerado a água com peso de 60 kg e volume de 45 litros, com consumo de
550 W. O uso de sistemas óticos de alto desempenho atermalizados, um detetor de Iiagem infravermelho (IIR) de segunda geração altamente sensível, que varre na banda 3 a 11 µm em duas bandas (3-5 µm e 8-10 µm), e um algoritimo avançado com mais de 190.000 linhas de código ADA permite que o PIRATE detecte partes quentes do exaustor do motor e superfícies aquecidas pelo atrito com o ar. Ao superresfriar o sensor, mesmo pequenas variações de temperatura podem ser detectadas a longa distância. Embora nenhum limite superior foi definido, a distância de 150 km é aceita, e a típica é de 50 a 80 km. Nos testes o PIRATE detectou aeronaves Tornado e Mig-29 a mais de 100km.A saída de dados pode ser direcionada para qualquer MFD do cockpit ou HUD. Outras imagens podem ser geradas no HMD, podendo funcionar como FLIR ou IRST. O uso de técnicas de processamento aprimoram a saída de dados, melhorando a resolução da imagem de alvos.
O fabricante afirma que o sistema é capaz de mostrar imagens de alta resolução para identificação visual (VID) de alvos ar-ar e ar-superfície, sendo bastante útil à noite. O sistema usa processamento de sinais derivado do Racal-Thorn Air Defence Alerting Device (ADAD), que demonstrou uma taxa de supressão de alarmes falsos muito alta. O PIRATE será integrado com outros sensores da aeronave para fusão de sensores. Também poderá localizar alvos voando baixo e mostrar informações de pontaria.
Mais de 200 alvos podem ser rastreados, simultaneamente, com vários modos:
- Multiple Target Track (MTT) ou rastreio de alvos múltiplos de alta velocidade (mais de 500, simultaneamente). O sensor varre um volume determinado do espaço olhando alvos em potencial com precisão de 0.25 µrad [0.0143 º] em um FOV variavel;
- Single Target Track (STT) ou rastreio e identificação de alvo único. O sensor faz rastreio de alta precisão para um alvo único designado. A precisão é maior que o do radar CAPTOR do Eurofighter;
- Single Target Track Ident (STTI). Realizar identificação visual (VID) com uma resolução melhor;
- Sector Acquisition ou modo de aquisição acoplado. O sensor varre sobre direção de outro sensor, como o radar ERC-90 CAPTOR, HMD ou RWR;
- Slaved Acquisition. O sensor é comandado via data link (MIDS) por uma plataforma externa, como uma aeronave AWACS. Quando um alvo é encontrado, o sensor passa para o modo STT, automaticamente.
Quando o alvo é rastreado e identificado, os dados do sensor são usados para pontaria de armas, incluindo ASRAAM, em grande ângulo de visada.
O uso do PIRATE e MIDS é um método alternativo de detectar sem emitir com radar. O Eurofighter pode permanecer mudo com o MIDS e o IRST detectando alvos sem emitir.
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Corte interno do PIRATE. O sistema usa mais de 50 circuitos integrados. O sensor IIR é estabilizado para manter o alvo no campo de visão.O Pirate tem um sistema de campo de visão dupla para busca de área larga e imagem de alta resolução de longo alcance, com aplicações para operações ar-solo, sendo otimizado para busca e rastreio ar-ar, podendo ser usado como sinalizador térmico para detecção de alvos no solo. A imagem obtida pela posição à esquerda do cockpit, com 60 graus para baixo possível, é ideal para missões ar-terra. A localização lateral limita a efetividade ar-terra e sensor/designador separado pode ser necessário para operações ofensivas. O campo de visão não é tão bom quanto um IRST sob as asas para missões ar-terra, e tem limitação para avaliação de danos de batalha.
No modo ar-superfície o PIRATE pode funcionar no auxilio à navegação, seguimento de terreno a baixa altitude à noite e pouso em mal tempo.
Entre as capacidades adicionais estudadas que estão sendo examinadas estão seguimento e identificação multi-espectral, busca e seguimento de alvos no solo, seguimento de alvos multiplos e integração com com banco de dados de imagem para aprimorar a navegação e consciência da situação, alerta de mísseis no setor frontal e alerta de mísseis de foco ampliado.
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Uma versão inicial do PIRATE foi testado no protótipo DA7 para testes de instalação em 2001. Passou a voar em uma aeronave Falcon 20D junto com outros instrumentos para testes entre janeiro a outubro de 2002. Os testes de vôo do PIRATE completo no Eurofighter iniciaram em junho de 2002 com certificação em agosto de 2003.
Atualizado em: 15 de Março de 2007
Próxima Parte: OSF, IR-OTIS e AN/AAS-42
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