Rafale OSFO segundo maior desenvolvimento de IRST europeu está sendo feito na França, que pretende equipar o caça Dassault Rafale com um sistema de busca e rastreio visual e infravermelho, chamado Optronique Secteur Frontal (OSF). O OSF é o resultado de seis anos de colaboração entre a Thales (ex Thomson-CSF Optronique) e a SAGEM-SAT com apoio do ministério de defesa da França (DGA). O OSF representa um sistema principal do sistema de navegação e ataque (SNA, Systeme de Navigation et d'Attaque), junto com o sistema de contramedidas SPECTRA e o radar RBE2.
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O sistema OSF está visível na foto, à frente do cockpit. O sistema tem duas cabeças óticas para detecção e telemetria simultânea. O sistema inclui uma câmera CCD de alta resolução, um FOR largo e um telêmetro laser seguro. O OSF entrou em oepração no Rafale F2.
O OSF é um sistema multifuncional adaptado ao sistema de controle de tiro do míssil MICA, contudo, pode ser adaptado a outros sistemas, preenchendo os requerimentos da marinha e da força aérea francesas.
O sistema de armas do Rafale irá usar uma variedade de técnicas para determinar funções de telemetria, rastreio e designação de alvos, incluindo IR de banda dupla, câmera de CCD-TV de alta resolução e telêmetro laser de espectro quase IR. A capacidade multifuncional permite que o OSF desempenhe essas tarefas em paralelo. O sensor é localizado na frente do canopi do Rafale e terá duas cabeças óticas para detecção e telemetria simultânea.
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Imagem do sensor IR do OSF do Rafale. A imagem sugere que sejam um Mirage 2000 e outro Rafale.![]()
Telêmetro laser da Thomson-CSF.![]()
Imagem infravermelha mostrando a assinatura exagerada do APU no meio da fuselagem do caça Rafale.O sistema completo pesa 95kg com um volume de 0,09 m³. Pode funcionar como IRST, FLIR, laser telêmetro e ser usado para vigilância, rastreio e identificação visual (VID), com alcance estimado de 80km. O OSF é acoplado com o radar para VID de alvos aéreos e de superfície.
Em testes, o OSF foi capaz de detectar e seguir uma aeronave de reabastecimento a partir de 90km a 6 mil metros de altura. Foi testado no Falcon 20 e estará operacional em 2004 no Rafale N.
O sensor pode ser usado em modos ar-superfície e ar-mar, mas um casulo designador será o sensor preferencial nesta tarefa. No modo ar-solo o sensor IR ou TV pode mostrar uma imagem em zoom do alvo para auxiliar modos CCIP e aprimorar a pontaria. O laser também é usado para telemetria e modos CCIP. O sensor IR pode mostrar imagens nos mostradores da cabine e acompanhar oito alvos simultaneamente.
O IRST é instalado a esquerda e um TV/telemetro laser (chamado Combat Identification Unit - CIU) a direita. O CIU pode acompanhar alvos e mostra-lo no HUD do piloto.
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Imagem do OSF mostrando uma aeronave comercial a 31km e um Rafale a 50km.
Imagem do OSF mostrando o pátio de aeronaves da Dassault visto a 34km e um navio a 50km.
IR-OTIS
Um terceiro desenvolvimento europeu está sendo feito pela Saab Dynamicas na Suécia. O sistema IR-OTIS foi baseado em um sensor de TV/quase IR testado no JA-37 em 1993-94 e está planejado para ser instalado no JAS-39 Gripen após o ano 2000. O IR-OTIS pode operar como IRST com um grande FOV, ou como FLIR com um FOV estreito. Ele aprimora a consciência da situação de dia e à noite e mostra dados para o disparo de armas para o sistema de controle de tiro da aeronave. Também pode ser usado para ataque ao solo e reconhecimento.
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IR-OTIS instalado no Gripen.O sistema é capaz de realizar busca passiva e contra alvos furtivos. É usado no caso do radar estar sendo interferido, sendo capaz de rastrear alvos múltiplos.
O IR-OTIS será apontado pela mira no capacete do piloto e pelo radar, ou de fontes externas via data link como radar no solo e outro caça. O sistema também terá um programa de busca autônoma e funções de rastreio. As informações serão armazenadas para avaliação e comparação com as informações do radar e também para gerar imagens de vídeo para uso posterior ao vôo.
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O sistema IR-OTIS consiste no sensor, caixas pretas e mostradores na cabine como o HUD e MFD.O sensor IIR trabalha na banda 8-12 µm, e inclui uma caixa preta eletrônica montada internamente, sendo um complemento ao radar do Gripen. O sistema pode ser usado em outros caças, como o F-16 e o F/A-18.
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Desde 1991, a Saab está desenvolvendo e testando um sistema eletro-ótico de aquisição de alvos chamado OTIS no caça Viggen. A instalação de testes é um domo igual ao do Su-27 e Mig-29 à frente do cockpit, instalado mais para a esquerda com 20 cm de diâmetro.AN/AAS-42 IRST/Shadow
A US Navy (USN) opera dois esquadrões de caças F-14D equipados com o IRSTs (Infrared Search and Track Set) AAS-42. A Lockheed Martin Electronics & Missiles (LMEM) entregou 62 unidades em 1996. O sistema montado sob o nariz pode operar independentemente, ou em conjunto com outros sensores como o radar AN/APG-71 e o AAX-1 TCS (Television Camera System ).
O primeiro uso operacional, a bordo do USS Carl Vinson, também foi junto com o uso de óculos de visão noturna no F-14D. De acordo com a Lockheed Martin, o AAS-42 é otimizado para detectar assinaturas de fricção da fuselagem com o ar a distâncias de mais de 180 km em ambiente claro sem nuvens, operando na banda de infravermelho longa (long-wave infrared - LWIR). O uso de LWIR permite que o IRST detecte alvos em todos os aspectos, ao invés de ter que se posicionar para ver o brilho do pós-combustor. O sensor também mostra detecção passiva de alvos com alta resolução a longa distância em cenários de defesa aérea.
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O F-14D é equipado com o AAS-42 montado a lado com o sistema de TCS de imagem por TV. Os outros modelos da aeronave só tem um ou outro sistema e não ambos.A largura de feixe estreito e resistência à interferência provou ser de alto valor em modos de avaliação de incursão, mesmo contra alvos em formação cerrada manobrando agressivamente e lançando contramedidas. Outros usos incluem detecção passiva de aeronaves de reabastecimento em vôo. O IRST obteve um tempo entre de falhas (MTBF) de 513 h nos testes iniciais.
O requerimento inicial do AAS-42 especificava que deveria ser capaz de detectar uma aeronave de ataque marítimo Tu-22M backfire além do alcance cinemático do míssil Phoenix lançado pelo F-14. A USN selecionou um IRTS para este papel por ser passivo e poder funcionar na presença de interferidores poderosos levados pelos Backfire e suas escoltas.
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Cabeça de busca WRA-1 e modulo de processadores do AAS-42.O AAS-42 que equipa o F-14D opera em seis modos, varrendo em +/-80 º em azimute e +/-70 º em elevação. A cabeça de busca WRA-1 é uma parte do hardware do sistema. O subsistema inclui cabeça de busca estabilizada em três eixos e processador com algoritimo de filtragem que distingue alvos de ruído de fundo
O F-14D também pode usar o sensor para detectar mísseis balísticos de teatro (TBM) durante sua fase de lançamento. Contra lançadores de TBM, o IRST é capaz de indicação e rastreio de alvos a longa distância.
Se o ponto de lançamento é determinado em sete minutos, é possível encontrar e destruir o lançador. Um F-16 equipado com um casulo AAS-42 no lado direito da entrada de ar, e com o designador de alvos AN/AAQ-14 LANTIRN no lado esquerdo, pode detectar um TBM a longa distância, voar naquela direção, e então detectar e atacar o veículo lançador no solo. Os F-14D equipados com o LANTIRN e o AAS-42 já têm essa capacidade.
A USN adquiriu 78 casulos LANTIRN para equipar 212 F-14A/B/D no ano 2000. O F-14D usa o IRST para navegação em rota para alvos em terra, e para encontrar e identificar objetos, no mar e na praia, para serem gravados pelo varredor linear do Tactical Air Reconnaissance Pod System (TARPS). O F-14D também pode empregar o LANTIRN e o AAS-42 cooperativamente em modos ar-ar. O IRST detecta alvos a distâncias longas e aponta o FLIR do LANTIRN para identificação a 12-16 km.
Outras qualidades do AAS-42:
- Volume de busca aumentado
- Preciso para determinação de incursão
- Resolução 40 vezes maior que radar
- Realiza detecção de alvos de baixo RCS
- Realiza aquisição de alvos não hostis
- Nega a detecção pelo inimigo por ser passivo
- Diminui o risco de fogo amigo
- Nega ameaça de mísseis anti-radiação.
- Rastreia alvos a longa distancia, o que permite "ver primeiro e disparar primeiro"
- Imunidade à interferência
- Emprego de mísseis no alcance máximo
- Determinaçao de local de lançamento de TBM para ataque posteriorO AAS-42 é oferecido em duas variantes para exportação. Uma compacta com 19 cm de diâmetro e 61 cm de comprimento (contra 22,8x91cm do original) para ser instalado no nariz de aeronaves como o Gripen, e em casulo, conhecido como Shadow, que evita os gastos com a integração do IRST em várias plataformas.
O Shadow usa um AAS-42 e o sistema de refrigeração em um casulo de navegação Pathfinder modificado com 1,36 cm de comprimento, 25 cm de diâmetro e peso de 86 kg.
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Partes do IRST Shadow em um casulo externo.AAS-42 Shadow Interno
Sensor
comprimento cm 61,0 137,1 61,0
diâmetro cm 23,1 24,7 19,5Processador
Dimensões(cm) 19,0 x 19,3 x 48,0 - 19,0 x 19,3 x 48,0
Peso kg 57,6 103,1 52,4
Potência Kva <0,8 2,0 <0,8![]()
Imagem do AAS-42 durante o pouso num NAe.
Atualizado em: 15 de Março de 2007
Próxima Parte: ATF, JSF e IRST russos
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